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quarta-feira, 4 de março de 2009

Férias 1996 - Açores - S.Miguel - A Minha Terra IX


Chegou a hora da partida, o Miguel foi para casa, já pouco faltava para nascer o dia, tínhamos feito uma directa, e era dia de trabalho.

Depois de ter tomado um banho, para "acordar" e me refrescar, partimos para o aeroporto. Eram 6h55m. quando fiz o Check In , voo TP 192 da Tap Air Portugal . Desta vez nem tão pouco me importei com o lugar, foi o que calhou. Fomos tomar um café, eu já nem precisava , mas já valia tudo.

Era o pior dia das minhas viagens, nunca me senti em nenhum sítio , como me tinha sentido por aqui, por isso o avião para mim nunca pode ser considerado como o Libertador, bem pelo contrário. Logo que entrei na sala de embarque , só comecei a desejar chegar o mais rápido possível a Lisboa, tinha pressa de sair daquela situação, emocionalmente estava de rastos, acho que encontrei o meu lugar e agora estava prestes a afastar-me dele, por quanto tempo? não sei .

Quando ia a entrar para o avião, vi o Luís, ele bem tinha dito que só saía de lá quando o avião estivesse no ar. Era um Boeing 737 , “ Viana do Castelo” era o seu nome. 7h53m o avião partiu, dei inicio á minha sétima viagem de avião, ainda estava escuro, nunca tinha partido tão cedo, as luzes no avião foram desligadas, dizem eles que por questões de segurança, o meu lugar era o 7F, mais uma vez junto á janela. Não tirei partido do facto, não apreciei as nuvens, mas vi aparecerem os primeiros raios solares , tirei uma foto mas nem me preocupei em focar, apontei a máquina e já está. As 8h20 foi servido o pequeno almoço, deixei o leite e o queijo.

Quando os ponteiros do relógio passavam pelas 8h35m. o avião passa por uma zona de turbulência, começamos a fazer imensas curvas, julgo que para evitar a turbulência, ou talvez não, só sei que estava a ficar cheio de curvar.

Eram 9h48m quando o avião chegou a Lisboa, nunca desejei tanto chegar a Lisboa como desta vez. Tinha terminado a minha pior viagem de avião.

Estava na hora do avião para o Porto. O avião era da Portugália , voo nrº NI 542, destino Colónia, com escala no Porto. Eram 11h20m. quando embarquei para a minha oitava viagem num avião, 11h27m levantei voo. Tive uma ilustre companhia no avião, ao meu lado vinha o Luís Filipe Meneses. Quando o ponteiro tinha passado á cinco minutos pelo meio dia, cheguei ao aeroporto Francisco Sá Carneiro, tinha o meu pai á minha espera, levou o maior saco que eu tinha, e foi para o serviço dele. Um meu colega de trabalho J.C. teve a gentileza de me ir buscar ao aeroporto, fomos ter com a Isabel ao restaurante, nem me apetecia comer, não consigo descrever o meu estado emocional . Estavam terminadas as minhas férias. Era demasiado violento terminar desta forma, aquela que considero ter sido a minha melhor semana de férias de toda a minha vida. Férias nos Açores , são férias que nunca esquecem.

Mas a vida continua … .

terça-feira, 3 de março de 2009

Férias 1996 - Açores - S.Miguel - A Minha Terra VIII


8 de Setembro de 1996. Ia conhecer um local de que tanto ouvia falar por aqui e não conhecia, o Nordeste. Partimos de casa do Luís por volta das 11horas, seguimos em direcção á Ribeira Grande. Quando chegamos á Ribeira Grande fomos a um café tomar qualquer coisa, aproveitei para levantar algum dinheiro. A paragem seguinte seria num local que para mim foi uma surpresa, desconhecia que existia chã.
Visitamos a fábrica Gorreana, vi como se faz o chã de um modo artesanal, obviamente que comprei uma embalagem de cada tipo. Foi uma visita rápida, mas muito interessante . Prosseguimos o nosso caminho, passei próximo de uma terra que me ficou na memória desde a minha primeira passagem, o seu nome é simplesmente “Maia”, desta vez não vi . Passei por locais curiosos pelo menos no nome, recordo-me de locais como “Achada” e “Achadinha”. Estávamos cada vez mais próximo do Nordeste, o Luís cada vez mais falava das belezas da região. O que é certo é que logo que entramos no Nordeste notou-se uma melhoria nas bermas da estrada. Um pouco á frente existe uma cascata , esta é de água fria, era mais um bom local para ser explorado, talvez numa próxima oportunidade. Locais como este no Inverno , devem ser belíssimos, com o caudal da água superior, ver a mesma correr por aquele leito acidentado. Locais extraordinariamente belos existem por aqui, é difícil dizer que o local (a) é mais bonito que o (b), beleza é coisa que abunda por estas paragens.
Chegamos ao Nordeste, estava na hora de alimentar o corpo. Fomos a um restaurante, comi bife, se em casa não tenho problemas em comer carne de vaca , por aqui muito menos, era um bom bife. Para acompanhar veio vinho, mas estava num daqueles dias em que o vinho não me estava a saber bem, então bebi uma Kima, talvez fosse a última, estava a começar a fazer as minhas despedidas.
Esperava um pouco mais do Nordeste, ao que ouvia falar, contava com um local do tipo Vila Franca do Campo, mas não.

Férias 1996 - Açores - S.Miguel - A Minha Terra VIII ( 2)


Depois do almoço, estava na hora de iniciar o regresso a casa. O caminho escolhido foi o lado Sul da ilha , íamos passar na Povoação. Curiosamente o Luís critica muito esta região, para ele quase tudo está mal.

Antes de abandonarmos a região do Nordeste, visitamos dois miradouros, qual deles o mais bonito. Ponta da Madrugada e Ponta do Silêncio, tudo muitíssimo bem tratado, é o paraíso, nestes locais tenho vontade de gritar até esgotar todas as minhas forças.

No caminho a Paula como tem bom gosto musical, mais uma vez prendou-nos com música dos Delfins, mas também do Rui Veloso.

Logo que entramos no conselho da Povoação, as criticas do Luís ao conselho aumentaram, sinceramente não vi motivos para tal, inclusivamente paramos num miradouro , com condições fora do vulgar, dali podia-se contemplar todo o vale em que está a Povoação. Era um miradouro diferente da maioria dos que vi, quase todos os outros eram com vista para o mar, este não. Gostei desta zona. Descemos para a Povoação, lamentavelmente existem algumas casas que nada têm a ver com a arquitectura que predomina na zona, neste ponto estou totalmente de acordo com o Luís. Tais coisas não deviam ser permitidas, mas estamos em Portugal. Depois de passarmos a Povoação, começamos a dirigir-nos para as Furnas , o percurso é belíssimo, não deve ser é para quem conduz. Quando chegamos ás Furnas, o movimento era imenso, parecia que havia festa, não paramos, continuamos o caminho para Ponta Delgada. Adora esta região. O caminho que escolhemos, já eu o conhecia, tinha passado por ali no dia anterior. Fizemos uma paragem no Pico de Ferro, deve ser o local mais elevado de onde se pode ver o vale das Furnas, fica junto á Lagoa. A paisagem que nos é dada a observar, é tão bonita que o melhor é nem entrar em longos comentários. Por aqui gastei mais algumas fotos, começavam a ser as últimas fotos que tirava, nestas terras. O dia estava a chegar ao fim, continuamos o nosso caminho até á capital, fomos ao golfe, não nos foi permitido entrar porque estávamos com calças de ganga, enfim etiquetas. O Luís é que não gostou muito da brincadeira, eu não liguei, afinal o golfe é um desporto elitista e praticado por gente queque. Como não deu para entrar, prosseguimos o nosso caminho.

Após alguma insistência do Luís quer verbal, quer gestual ( não me apercebi desta última ) para passarmos pela Maia, a Paula um pouco contrariada cedeu. Foi mais um local que voltei a visitar, não sei se estava diferente ou não, só me recordo de na minha primeira passagem ter visto uma placa com a indicação da terra . Paramos só o tempo necessário para tirar duas fotos, voltamos a parar um pouco mais á frente num café, não sei se ainda estava dentro da Maia ou se já era uma outra localidade.

Á entrada do café em vez de ter um jardim, tinha algo que é original, tinha desenhado todo o arquipélago açoriano, estava muito engraçado. Senti que tudo tinha acabado, estava o dia a acabar.

Férias 1996 - Açores - S.Miguel - A Minha Terra VIII ( 3)


Chegamos a Ponta Delgada, estava a chegar a hora do jantar, era o meu jantar de despedida, como eu detesto a palavra despedida. Na pista do aeroporto estava um “libertador” ( para mim não se pode dizer que seja o “libertador”).
Fomos para o restaurante, era nada mais nada menos que o restaurante dos pais do Miguel. Passado um pouco o Miguel apareceu para jantar e veio para a nossa mesa . Aqui já eu estava no meu estado normal ( no qual não me sinto nada bem ), tinha terminado todo o encanto, estava de novo a enfrentar a dura realidade, começo a viver momentos angustiantes. Nem eu próprio me reconheço, nunca na minha vida me senti assim na hora da despedida, num dos postais que escrevi eu disse que se nos é possível apaixonar por uma terra, então eu fiquei apaixonado por S. Miguel. Para acompanhar o jantar veio para a mesa vinho “ Ouro Velho” que é da Invicta Cidade do Porto. Eu como estava não era companhia aconselhável para ninguém , a Paula também não estava muito bem disposta , estava a ser um fim um pouco chato para mim. Quando terminamos o jantar, eu tinha dito que pagava, era o mínimo que podia fazer, mas não paguei, foi por conta da casa. Toda a alegria que me contagiou durante a minha estadia já tinha desaparecido, nada mais me interessava. Depois do jantar fomos todos para casa do Luís, a casa do Luís é quase como o ponto de encontro, toda a gente vai lá ter. Acabei de ler o livro do Ayrton Senna, a Paula foi para casa, já era de madrugada, fiquei eu o Luís e o Miguel , o ponteiro do relógio chegou rapidamente
á hora de me começar a arranjar para a viagem de regresso, o Luís e o Miguel estavam entretidos a fazer um artigo para o jornal.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Férias 1996 - Açores - S.Miguel - A Minha Terra VII


7 de Setembro de 1996. Mais uma noite demasiado curta, mais um grande dia pela frente.
Tomei o pequeno almoço em casa da mãe do Luís, após o mesmo, saímos, como ia passar mais um dia com o Luís, não sabia se ia ser mais um dia de aventuras.
O primeiro local que recebeu a nossa visita , foi a Lagoa das Furnas, é enorme. Está com os mesmos problemas da Lagoa das Sete Cidades. Fui ao local onde fazem o famosíssimo cozido das Furnas, contrariamente ao que eu imaginava, está tudo devidamente organizado, já existem buracos feitos para se meter o cozido, inclusivamente tem um funcionário que toma conta daquilo. A pessoa chega( tem de ser cedo ) , entrega ao funcionário, ele mete num buraco , tapa e marca com uma placa numerada.
Como eu andava tão distante da realidade. Para mim qualquer pessoa chegava, abria um buraco e aí vai disto. No mesmo local existem mais caldeiras, no entanto não têm a mesma pujança das que eu já conhecia. Estas são para uso, as outras são para turista ver. Inclusivamente é neste local que cozem o vime, existe uma caldeira mesmo para isso, a diferença entre essa e as outras é notória, a água fica suja. Eu continuava a investir nas fotografias, os rolos começavam a acabar. Como sempre o Luís ia falando da história do local . Estávamos numa ponta da lagoa. Este é mais um local aprazível ( entre tantos ) para se passar um dia . Um pouco afastado daquele local fica o local de escoamento da água da lagoa. Do lado oposto ás caldeiras muito mais existe digno de ser visto. Existem por ali algumas “casinhas” , uma delas foi de um alemão dos tempos do nazismo. Um advogado mais tarde trabalhou bem de forma a ter a casa sem nada pagar, claro que não ficou totalmente de borla, gastou dinheiro na investigação que fez, mas ficou com a casa. Um pouco mais á frente termina o caminho, com o carro não dava para avançar mais, só a pé. Mais umas fotos, neste local ao que parece o Luís costuma organizar um churrasco com os amigos, este ano acho que não fez. Foi neste local, onde segundo ele, realizou uma profecia, não me disse qual, no entanto fiquei com a sensação que foi algo de importante na sua vida. Será que eu passando uns quinze dias ali realizava alguma das minhas? Não pedia todas, só uma e já ficava satisfeito.
De vez em quando um ou outro peixe salta na água, tem trutas e carpas.
Encobertos pela imensa vegetação, estão uns carvoeiros, são construções do tipo iglo, entrei dentro de um, para lá chegar foi preciso o Luís abrir caminho. Dentro do iglo a escuridão predomina , deu para ver alguma coisa devido á ténue luz de um isqueiro. A entrada é pequena, para entrar quase que é preciso gatinhar. Apesar de eu pretender fotografar um , não era possível, a vegetação camuflava completamente o carvoeiro.
Outro local extremamente belo, é um jardim particular, penso que se chama José do Canto, neste jardim, que fica em frente á casa, existe uma igreja, o estilo arquitectónico é todo ele alemão, mas o ex-libris quanto a mim é o chamado VALE DOS FETOS, é impossível descrever tal beleza, não sabia que os fetos cresciam daquela maneira, é um local ideal para mim , isolado. Continuava a sentir-me como já á muito não sentia, para mim todos os problemas estavam longe, estava numa outra vida, lamentavelmente não era para sempre. Existiam uns campistas selvagens junto ao jardim e á lagoa, campismo selvagem em nada ajuda esta zona. Talvez esta região das Furnas seja a mais bela região da Ilha, ou não fosse para mim o Vale Encantado. Fomos até junto de um retransmissor de televisão, a panorâmica que nos é oferecida, é de outro mundo, não dá para dizer o que se sente, julgo não existir adjectivo que qualifique toda aquela beleza. Os ponteiros do relógio andavam mais rápido que o desejável , ainda antes do almoço fomos ver uma zona em que as terras cederam á chuva no ultimo inverno, chegou a ameaçar as habitações. No regresso a casa passamos por uma zona que tem um moinho recuperado. Zona bonita , neste local existe uma casinha também ela recuperada, onde o Sr. João trabalha habilmente o vime. Na parede tinha um pequeno quadro, que pertencia ao Luís, tinha sido levado pelo irmão, o Paulo. O Luís recuperou o quadro e ofereceu-mo. Antes de visitarmos este local visitamos mais um jardim privado, enorme jardim.
Com tanta coisa já vista mas com muito mais para ver, fomos ao hotel Terra Nostra, é um hotel de umas insignificantes 3 estrelas, já vi hotéis com mais estrelas e inferiores a este, sinceramente não sei o que falta a este hotel ser considerado um hotel de 4 ou até de 5 estrelas. Na recepção deixamos o quadro, fomos até junto da famosa piscina do parque, no hotel também existe uma . Estava completa a primeira parte do dia, segui-se o almoço. Após o almoço fui com o Luís e a Nani visitar com mais calma e ver melhor o parque Terra Nostra, dá para passar um dia lá dentro, é um jardim paradisíaco, muito bem tratado, enfim receio repetir-me mas é tudo extraordinariamente belo, mais algumas (bastantes) fotos tirei por aqui. Algum tempo passado no parque , mas todo o tempo que aqui se passa , acaba por ser sempre pouco. Depois da visita ao parque fomos deixar a Nani em casa, a miúda estava a ficar cansada. Novamente as Caldeiras receberam a nossa visita, tinha que tirar uma foto junto aquela que me seduz, cheguei o mais perto possível , mas mantendo uma distância de segurança. Mais fotos gastei nas Caldeiras, são coisas que não vejo todos os dias. Apesar de ser sábado o movimento por aqui não era muito, andava-se bem. Bebi um pouco de água azeda.

Férias 1996 - Açores - S.Miguel - A Minha Terra VII ( 2)


Também aqui já tinha chegado a pré campanha eleitoral, a ilha estava plastificada, então a cidade de Ponta Delgada estava demais. Por aqui já se viam uns plásticos nas ruas , até neste local… . Visitei o posto de turismo, o Luís conhecia a simpática açoreana que lá estava de serviço, arranjou-me uns mapas da ilha e das Furnas. O tempo começava a ser demasiadamente curto, mas antes de chegarmos a casa, fomos visitar um parque florestal nas Furnas, rápida foi a visita. Tinha umas trutas deliciosas, não as provei mas dava para ver , depois da visita ao parque fomos para casa do Luís. Juntamente com a Ana Maria, Nani e a mãe do Luís, fomos á Ribeira Quente, o caminho desde as Furnas até á Ribeira Quente é soberbo, as estradas são boas, as montanhas muito verdes. Nas estradas qualquer bocado de terra , que pode ser aproveitado, é devidamente arranjado para os automobilistas pararem um pouco e apreciarem toda a beleza que lhes é proporcionada.

Passamos por duas quedas de água quente, lembrei-me da Caldeira Velha. Quando chegamos á Ribeira Quente, fomos até junto á praia, os caminhos aqui como na generalidade dos centros habitacionais na ilha são estreitos. Pouco nos demoramos por aqui, talvez cinco minutos se tanto, mas não podia passar sem registar alguma coisa na máquina fotográfica. De regresso ás Furnas, percorremos aquilo que se pode dizer ser a marginal de Ribeira Quente. Não é nada de especial, mas se fosse bem arranjado, seria uma extraordinária varanda com vista para o mar. No caminho de regresso , fizemos uma paragem junto a uma das quedas de água, tinha que tirar mais uma foto, dito e feito, mais um rolo que terminava.

A terminar estava também esta minha curta mas bem aproveitada estadia nas Furnas, talvez o local mais belo da ilha.

Quando chegamos a casa da mãe do Luís, paramos o tempo necessário para apanhar os sacos e regressar a Ponta Delgada. Íamos a um aniversário, de um familiar da Ana Maria.. O caminho escolhido foi o da costa norte, não regressamos pelo mesmo caminho. O carro do Luís dava sinais que não estava nas melhores condições. A paisagem é sempre a mesma coisa , bela em todos os locais . Passei mais uma vez na Ribeira Grande, juntamente com Ponta Delgada , foram com toda a certeza as cidades em que mais vezes passei nesta minha estadia.

Chegamos a Ponta Delgada , a Nani que tinha adormecido, acordou e não deve ter gostado, como tal chorou.

A casa do aniversariante, dista da casa do Luis uns mil metros. Quando lá chegamos , eu não sabia o que ia encontrar. Geralmente não gosto de ir a locais nestas condições, não sendo eu uma pessoa de meter conversa com qualquer um, se fico sem quem conheço, é uma grande seca. Costumo evitar sempre este tipo de coisas, mas aqui não dava, tinha mesmo de ir. De toda a gente lá presente, excluindo o Luís, a Ana Maria e a Nani, só reconheci a mãe da Ana Maria , pessoa que também já me conhecia, á primeira vista não conhecia mais ninguém.

Se eu não falo muito, eles fizeram com que eu falasse um pouco. Qual o meu espanto quando uma das pessoas presentes na festa, conhecia muitíssimo bem toda esta região do grande Porto!, era de Gondomar, mas estava a viver em S. Miguel, estava ligado á informática. Também falei com o pai do aniversariante, o Sr. Natalino, é uma pessoa divertida, falamos de futebol, e das muitas belezas que também existem no continente. Por volta das 23horas, regressamos a casa. Como o carro do Luís não estava nada bem , fomos a casa da Paula convida-la a ir connosco até ao Nordeste no dia seguinte.

Terminava o meu penúltimo dia por terras açorianas.