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domingo, 3 de maio de 2009

Tavira - A Partida

Sevilla, tinha chegado o grande dia, o dia que dava inicio a uma nova fase nas nossas férias.

Contrariamente ao que tínhamos planeado, não fomos para a praia de manhã, optamos por ir para Sevilla. Eu já não sentia todo aquele calor no corpo, embora se apanhasse sol agravasse a situação e hoje quem se sentia um pouco como me tinha sentido no dia anterior era a MJ, sentia problemas principalmente nos ombros, assim não indo para a praia, iríamos dar algum descanso à pele no que ao sol respeitava.

Depois de termos tudo arrumado e a tenda desmontada, abandonamos o parque, contrariamente ao que me acontecia em anos anteriores eu senti que desta vez apenas me estava a ausentar do parque por algum tempo, das outras vezes abandonava pensando quando ali voltaria. Talvez em Agosto volte lá, talvez com o João Pedro, mas para já tudo está no campo das hipóteses, nada tenho assumido, apenas ideias.

Na recepção entregamos a chapa identificativa e fomos para o cais, apesar de na saída do parque ter um recipiente para depositar os cartões de utente do parque, ambos optamos por guardar os nossos para mais tarde recordar.

No cais pouca gente tinha para apanhar o barco, a esta hora o normal é o movimento ser feito no sentido 4 águas /ilha e não o inverso, ou seja o que estávamos prestes a fazer . Além de nós recordo que estavam 3 raparigas e 1 rapaz e para mim as 3 eram irmãs pelo menos eram muito parecidas.

Funcionou como prémio, mas finalmente viajamos no barco grande, pelo menos desta vez havia mais espaço.

Na viagem para a ilha o barco trazia o homem que normalmente anda por ali a vender as tradicionais “bolinhas”, bolinhas que não são mais que bolas de berlim mas sem creme. Recordo um dia em que estava no cais da ilha esperando pelo barco para ir jantar a Tavira, quando um miúdo se virou para a mãe e disse que não havia “bolinhas”, uma miúda, que deduzi ser irmã , que não teria mais de 12 anos, respondeu rapidamente que bolinhas ali não faltavam, da forma como ela falou deu claramente a entender que as bolinhas que ela falava eram os testículos dos homens. Achei piada à reacção da miúda.

Comprei duas bolinhas, não que me fizessem falta, mas seriam mesmo para comer, uma para mim e outra para a gulosa destas férias, a MJ. Já sabia que no Algarve é sempre tudo caro, mas, 80 cêntimos por cada bolinha é um exagero . Mas paguei e não refilei, também não adiantava.

A MJ ia com uma camisola tipo top, branca, calça branca transparente em que era bem visível a calcinha branca, fio dental, vendo assim a calcinha parecia ser feita de elos unidos entre eles.

Demos inicio à viagem, tínhamos perto de duas centenas de km para fazer até chegarmos a Sevilla. Os meus planos consistiam ir pela nacional 125 até Monte Gordo, pois queria mostrar esta localidade à MJ e depois apanhar a Via do Infante ligando de seguida com a auto estrada já do lado espanhol que nos levaria até à capital da Andaluzia.

A gasolina provavelmente não daria para chegar a Sevilla, iria ter de abastecer o carro mas seria certamente em Espanha, sempre poupava dinheiro.

Em Monte Gordo não precisei parar, afinal já lá tinha passado com a MJ, assim ao chegar à rotunda que fica na entrada de Monte Gordo, voltei para trás e fui na direcção da Via do Infante e pouco depois estava em território de “nuestros hermanos”.

O ritmo de viagem era o mesmo que tinha marcado esta viagem até aqui, calmo. O dia estava quente , céu azul, o sol a brilhar e quente, bem quente.

Após passar a ponte sobre o rio Guadiana, entramos na auto-estrada que nos levava até Sevilla. A gasolina certamente dava para chegar a Sevilla, mas se tivesse hipótese de abastecer antes, seria melhor, nada como jogar pelo seguro. Era raro eu ultrapassar algum carro, o normal era ser ultrapassado. Gostava de “bater” aquela região logo a seguir à fronteira, creio que terá belíssimas praias e que também será uma zona tranquila, no ano passado o Rodolfo passou as férias de verão nesta zona e gostou, o meu pai ficou maravilhado, será certamente uma região a explorar numa futura oportunidade.

Relativamente perto de Huelva paramos num posto de abastecimento e enchi o depósito, a gasolina é bem mais barata, cerca 17 cêntimos mais barata por litro , é dinheiro.

A hora do almoço aproximava-se, é que aqui sempre era mais uma hora que na nossa lusa pátria, por isso começava a ser necessário encontrar um local para almoçar, não tinha nada em mente, provavelmente algum local junto à estrada que nos agradasse e esse local foi encontrado já mais perto de Sevilla do que Huelva.

Para chegar ao restaurante era necessário sair da auto-estrada e andar um pouco, analisando bem nem é preciso andar muito, mas na altura parecia bastante e isso estava a deixar-me irritado e já não estava a gostar muito daquilo, de tal forma que se soubesse que tinha de andar aquilo, não teria parado ali, só que se soubesse o que sei hoje pararia certamente, um pouco mais à frente se entenderá o porquê.

O dia estava sem dúvida alguma quente, tal como já tinha referido, mas apercebemo-nos bem do calor que fazia quando paramos o carro no parque de estacionamento do restaurante, estava um calor diabólico, até custava deixar o carro ao sol, mas não havia forma de o deixar a uma sombra. Em frente ao carro tinha uma porta que era uma entrada para um supermercado de artigos de pele e couro, depois do almoço daríamos ali uma volta, talvez encontrássemos ali coisas bonitas, boas e baratas, mas para já o que mais interessava era mesmo reconfortar o estômago e para isso teríamos de entrar na porta ao lado, que era a porta do restaurante.

A sala era grande e estava dividida em restaurante e “cafeteria”, fomos para o restaurante e fomos atendidos por uma empregada, cada mesa tinha um pequeno cartaz com a ementa, ali faziam o menu turístico e também se podia escolher dois pratos, assim a MJ pediu almôndegas e o outro prato que seriam as entradas foi espargado, eu fui numa salada de batatas para entrada, aquilo consistia quase no que chamamos de salada russa, não era igual, mas aproximava-se, estava bom, depois foram uns panados de cerdo que pelos vistos é porco. Quanto aos líquidos, eu fui para a água bem fresca, garrafa de 1,5 litros, assim poderia levar a que sobrasse, a MJ pediu um sumo de laranja e teve direito a um simples copo com sumo de laranja, estranhei hoje ela não querer ganhar terreno quanto à nossa disputa da cerveja. Dizer que a comida estava boa, pode ser repetitivo, mas era verdade, eu gostei e creio que a MJ também gostou, por isso estávamos satisfeitos.

O restaurante estava bem decorado, era diferente, tinha uns belos vitrais, coisa que a MJ muito aprecia e eu sempre que vejo vitrais lembro-me do meu amigo Luís, pois ele fez os vitrais que tem em casa, coisas de artista. Até os guardanapos eram diferentes, cor salmão para combinar com as toalhas de mesa e tinham estampado o nome e símbolo do restaurante , por isso a MJ decidiu trazer o dela de recordação e segui as pisadas dela, mas já tínhamos os nossos sujos por isso ela pediu ao empregado quando ele nos veio trazer os cafés “solos” que tínhamos pedido para terminar o nosso almoço, dois guardanapos e explicou que era para guardar. O empregado arranjou dois guardanapos limpinhos. Os cafés traziam um pequeno chocolate, até isso era diferente, não o facto de trazer o chocolate, mas o tipo. Eram pequenos e embrulhados num papel, com o desenho da cabeça de um boneco, o outro era de uma boneca. Como agora ando numa fase de evitar dentro do possível ( ou quando calha ) coisas que tenham muitas calorias e também como a MJ andava gulosa nestas férias, ofereci-lhe o meu chocolate.

Tal como tinha planeado quando ali cheguei, ao abandonar o restaurante e após colocar algumas coisas no carro que estava demasiado quente, fomos ao tal supermercado de peles. Na entrada tem um letreiro que pede para tocar à campainha antes de entrar, a MJ é que me chamou à atenção para esse detalhe, mas eu sou turista, eu quero lá saber desses detalhes, por isso continuei a entrar e também verifiquei que o empregado estava mesmo ali, por isso era desnecessário tocar na campainha, além de quando entravamos tinha um alarme que soava um suave toque anunciando que alguém tinha entrado, mas a MJ estava renitente em entrar sem tocar, mas lá a consegui convencer e finalmente entrou.

De facto muita coisa tinha para ver e para comprar, só que era preciso dinheiro, coisa que andava arredada dos nossos bolsos, eu tinha o visa só que também não me podia “perder”, de qualquer forma vi um artigo que me fascinou de imediato, os bonés, apenas tinha visto bonés de mulher, se a MJ gostasse e pensava que sim já que nos catálogos de artigos eróticos, os bonés foram um artigo pelo qual ela mostrou interesse, vi também bonés do tipo que eu queira, mas estes tinham emblemas na frente e eu queria um totalmente “limpo”, a MJ falou com o homem e ele lá foi buscar um, fiquei encantado, ia comprar um para mim e um para ela embora modelos diferentes. Tal como previa ela aceitou a minha oferta e creio que adorou. Outras coisas gostava de comprar para mim e para a MJ, mas não dava, talvez na próxima vez que ali passe, pelo menos agora vejo aquele local como que de paragem obrigatória.

Eu estava empolgado, o almoço tinha sido bom, comprei os bonés e a MJ adorava o dela, íamos à ilha mágica, íamos ao restaurante erótico e finalmente acabaríamos a noite no pub, previa um dia daqueles para mais tarde recordar, até ao momento estava tudo muito bom.



sábado, 2 de maio de 2009

Tavira - Estadia II


O tempo foi caminhando rapidamente para o fim do nosso dia de praia, não tínhamos nada combinada em termos de jantar, mas também para fazer horas optamos por voltar ao restaurante do dia anterior e então também já me começava a convencer que ia comer o arroz de marisco, por isso optamos por colocar um ponto final neste nosso dia de praia.

Estávamos a arrumar as coisas para voltar ao parque quando o nosso vizinho que se tinha ausentado chegou junto da companhia dele, eu não vi, mas a MJ disse que ele tinha um piercing mesmo na glande do pénis , eu ao ouvir aquilo até me arrepiei nem quero imaginar a dor que será em abrir um buraco para o piercing, nunca pensei nem desejei em colocar um piercing, mas se pensasse nisso, no pénis nunca.

O momento seguinte custava um pouco, era a hora do banho e custava pois era tomado em água fria, mas tinha de ser.

A água do mar estava mais quente que a do banho, mas tinha de tomar um banho de água doce para ficar mais limpo e relaxado, lá fiz um pequeno sacrifício . Custava entrar na água, mas depois de estar molhado já não custava tanto. Quando cheguei à tenda a MJ também não estava, tinha ido ao banho.

Estava eu a vestir-me quando chegou a MJ, depois de nos termos vestido e arrumado algumas coisas para deixar no carro, já que no dia seguinte abandonávamos a ilha e fraccionávamos a carga a transportar, simplificando as coisas. Ao sair do parque com destino ao cais, o empregado do parque pensava que nos íamos embora e veio ter comigo já fora do parque perguntando se tinha entregue a chapa da inscrição, ao que respondi que ainda não me ia embora e seguimos o caminho para o cais. Íamos voltar ao restaurante 4 águas e eu ia comer o arroz de marisco caso fizesse parte da ementa do dia. Hoje íamos um pouco mais cedo do que no dia anterior, por isso quando chegamos perto de restaurante não estranhamos ver o restaurante fechado, achamos que abria apenas às 19 horas, como tal fomos até um dos bares junto ao cais e a MJ tomou um café, a mim nada apetecia.

A hora foi passando e o restaurante continuava fechado, a MJ previa que ele estivesse encerrado neste dia, mas ficava sempre alguma esperança que ele abrisse, mas desfizemos as dúvidas quando ao passar junto da porta vimos no papel do horário que o dia de descanso do pessoal era precisamente neste dia, foi um pequeno percalço, assim nada mais nos restava que voltar para a ilha e jantar por lá.

Apanhamos o barco de regresso à ilha, desta vez estava a chegar ao cais o barco grande, pensei que seria desta vez que íamos no barco grande, mas enganei-me, ele assim que atracou em 4 águas, encerrou o serviço para este dia, desta forma só nos restava o barco pequeno, era a 4 viagem e sempre no barco pequeno , mas como não tínhamos alternativa... .

Fomos jantar ao restaurante DinoSelf, o motivo que nos levava a este é que aceita cartões, os outros não sei se aceitam, mas como não via nada que indicasse não arrisquei e fui ao que sabia aceitar.

O empregado que nos atendeu, era um conterrâneo da MJ, fizemos tipo aposta para adivinhar a região de onde ele era, devido ao sotaque dele, para mim era igual eu nunca me poderia basear em nenhum dado para dizer a região do homem, por isso atirei e disse que ele era mineiro, a MJ concordou mas com algumas reservas, mas o que ela dizia com alguma dose de certeza, é que o homem não era paulistano, então decidiu perguntar ao homem para desfazer as dúvidas. Surpresa, o homem era mesmo paulistano. Isso serviu de mote para se estabelecer um pequeno diálogo, enquanto isso, íamos bebendo as deliciosas super bock “stout” que tínhamos pedido , como sabia bem.

Para jantar pedimos os dois o mesmo prato, feijoada de camarão, a espera não foi longa. Quase nem se pode dizer que comemos, acho que é mais adequado dizer que devoramos a comida, não sei se era fome, mas comemos com uma vontade diabólica e achamos que a comida estava deliciosa. Mais uma vez estávamos satisfeitos com o que tínhamos jantado, felizmente não havia nenhum dia com razões de queixa quanto aos almoços e jantares. Ficamos de tal forma satisfeitos, que, após o jantar apenas tomamos um café cada um. Numa mesa próxima da nossa estavam duas raparigas que segundo a MJ eram sapatões ou lésbicas, inclusivamente ela dizia quem era “macho” e quem era “fêmea”, talvez fossem, talvez não, pois nem sempre o que parece é, mas... .

Estava a terminar uma fase das nossas férias, o dia seguinte seria o inicio de uma nova fase, em mente tinha agendada uma viagem para Sevilla, uma visita às ruínas Itálica, uma visita à Ilha Mágica, depois íamos jantar a um restaurante que a MJ tinha sugerido e que ficava bem próximo da ilha mágica e por fim iríamos ao pub que fica próximo das ruínas.

Fomos para a tenda, eu tinha o corpo num estado lastimoso, quase não se podia tocar no meu corpo, um pequeno toque e era sinónimo de dor, a MJ dizia que eu era um franguinho, mas martirizou-me na tenda, até me tentava ferrar na cabeça, ela nem imaginava como eu sentia o meu corpo a arder, tinha o corpo realmente quente, foi demasiado sol num dia só, não sei se iria aguentar fazer a manhã de praia no dia seguinte tal como tínhamos pensado antes de viajar para Sevilla.

Após alguma brincadeira acabamos vencidos pelo sono e viajamos para o reino dos sonhos.


Tavira - Estadia


Terça Feira, 24 de Junho de 2003, dia de S. João.

Não tinha nenhuma noticia de como tinha sido a noite no Porto, a sempre agitada noite de S. João, mas mais para o final da tarde iria saber, pois iria telefonar para casa.

Como diz o ditado, mudam os tempos..... e a idade também, eu que sempre que acampava acordava muito cedo, agora acordo entre as 8 e as 9 horas, é mesmo sinal de mudança, ou envelhecimento.

Depois da higiene matinal, preparamos as coisas para um dia de praia, iria ser o primeiro dia completo de praia naquela que adoptamos como sendo a “nossa ilha”. Desde que “descobri” Tavira que passei a frequentar esta praia com frequência, quando lá levei a MJ pela primeira vez ela também ficou apaixonada por este local. Antes de sairmos do parque a MJ foi ao mini mercado do parque fazer umas pequenas compras. Num dos bares da praia tomamos o nosso café matinal, eu que normalmente não tomava café , andava a tomar bastante café nos últimos tempos. No café funciona o sistema de pré pagamento, a empregada que estava na caixa era uma moça nova, não muito bonita de face, mas parecia ter um bonito corpo, mas acima de tudo isso estava a sua simpatia, era muito simpática, bonita era a miúda que nos serviu o café, aliás foi a MJ que me chamou à atenção para a beleza da rapariga, principalmente os olhos dela, de facto tinha uns olhos belíssimos.

Era hora para o bronze, e talvez hora para desencontro de ideias sobre o local que escolheríamos na praia, como sempre gosto de me afastar da entrada da praia, a MJ prefere ficar bem perto, e logo que entramos no areal ela foi logo avisando que não queria andar muito, mas lá fomos andando e acabamos por ficar num local que embora não fosse o que eu considerava como sendo o ideal, já não era muito mau, mas por mim teria ido um pouco mais.

Hoje era também o dia da inauguração do abrigo que eu tinha comprado para a praia, já no ano anterior pretendi comprar um , mas não comprei quando os vi e quando queria comprar, já não havia, assim este ano logo que os vi, nem hesitei, comprei de imediato. A montagem não é complicada e sempre é útil para fazer alguma sombra, só questiono um pouco é a resistência que o abrigo oferece ao vento, aí a coisa complica um pouco, mas já não é mau.

A maré estava cheia, mas começava a vazar, por isso estendemos as toalhas e apanhamos um pouco de sol, mas por pouco tempo, pois ambos gostamos de apanhar conchas, principalmente a MJ. A água estava uma maravilha, e se eu digo que estava uma maravilha é porque a água estava realmente quentinha. A MJ continuava entretida a apanhar conchas, eu bem que tentava encontrar alguma coisa em condições, mas ficava pelas tentativas, não conseguia apanhar nada de jeito, até brincávamos dizendo que eu estava a ficar pitosga.

A praia estava boa, apesar do areal ser grande e estarmos em junho a praia já estava bem composta para a altura, mas muito aquém do volume que atinge em agosto. O dia estava fantástico, muito sol, algum vento e a água quente. A hora ia avançando e o pessoal em redor de nós ia-se renovando, iam uns vinham outros.

A maré continuava a descer e o areal era cada vez maior, começava a ficar uma parte plana e dessa forma já menos gente passava junto do local onde tínhamos montado arraiais, mais espaço ficava também para procurar conchas.

Da parte da tarde a MJ decidiu voltar a procurar conchas e decidiu ir andando ao longo da praia, eu também gostaria de ir só que não podia devido a termos as nossas coisas no areal e não era prudente deixar as coisas abandonadas, por isso só me restava ficar por ali e esperar que ela voltasse.

Já tínhamos mudado a direcção do nosso abrigo devido ao vento, eu estava deitado perto do abrigo e o vento aumentava de intensidade, por isso optei por me meter dentro do abrigo, dessa forma sempre fazia peso e oferecia resistência ao vento, de facto com o meu peso o abrigo começou a resistir ao vento, mas eu por instantes não ofereci resistência ao sono e adormeci. O sono durou pouco, julgo eu, e quando acordei levantei-me para ver se via a MJ, dela nem sinal, não a via ao longo da praia, mas vi foi um casal que estava a escassos 5 metros do nosso abrigo, eles tinham aspecto de serem alemães e estavam a fazer nudismo. A mulher que tinha um grande corpo, não em qualidade, sim em quantidade estava virada para mim e totalmente aberta, mostrando o seu fruto proibido em toda a sua plenitude, como fisicamente aquela mulher não me atraia minimamente fiquei indiferente, só que ela assim que me viu teve uma reacção no mínimo estranha, meteu a mão a tapar a vagina e sentou-se virando-se de costas para mim, eu não tive nenhum problema, quando eles ali chegaram já eu ali estava, por isso caso não se sentissem bem, seria problema deles. Voltei para o abrigo e passado mais algum tempo lá apareceu a minha companhia festas férias cheia de conchas e bem morena. Eu não percebo como esta mulher quando vamos para a praia não quer andar e depois mete-se em caminhadas de horas no areal, deve ser para me contrariar.

Não fosse um tipo na praia ter-se metido com ela talvez ela ainda andasse mais, não falamos sobre o que o tipo lhe disse, mas imagino pois alguns vendo assim uma “ave” solta pela praia, tentam a sorte deles esperando que a sorte lhes sorria, este não teve sorte. Eu acho que nunca passei tanto tempo na água, passei um bom bocado de tempo sentado junto á água, sabia bem levar com a água e também refrescava.


quinta-feira, 30 de abril de 2009

Tavira - A Chegada

Deixamos Sagres e dirigimo-nos para Lagos, seria aí a nossa próxima paragem, eu queria ir à Ponta da Piedade. Ao chegarmos a Lagos enganei-me na saída para a Ponta da Piedade, mas enganos daqueles não são problemáticos, acabamos por facilmente encontrar o caminho certo. Na Ponta da Piedade fomos por iniciativa da MJ ao cais onde tem os pequenos barcos para fazerem os passeios pelas grutas ali existentes, é um tipo de passeio que nunca fiz mas sempre desejei fazer e ficou ainda por fazer pois é um pouco caro e neste fase era impensável, mas um dia farei. Como diz o ditado a descer todos os santos ajudam, mas a subir ...., a MJ que o diga, chegou ao topo da escadaria sem fôlego. Vimos aquela zona, por vezes a MJ acercava-se demasiado das ravinas e ficava um pouco preocupado, qualquer deslize poderia ser fatal, eu prefiro não arriscar, por isso mantenho uma margem de segurança. Nas tendas de vendas a MJ comprou uns pequenos bordados, para ela . Dali seguimos para a praia do Camilo, também é uma pequena praia metida no meio de falésias, pouco tempo estivemos por ali, apenas o tempo suficiente para registar na máquina algumas imagens do local e partimos, começávamos a ficar cansados e um pouco ansiosos por chegar a Tavira, é que algumas incertezas imperavam, se o parque estava aberto, se tínhamos transporte de barco para a ilha etc, etc, por isso reinava alguma expectativa entre nós. A saída para Lagos foi feita sem antes me ter enganado de novo no caminho, estas férias começavam a ser marcadas um pouco pelos enganos na estrada, mas felizmente enganos de pequena monta, nenhum deles era importante. À saída de Lagos apanhamos uma fila e pensei que poderia ser algum acidente, infelizmente estava correcta a minha previsão, junto a umas bombas de gasolina à saída de Lagos tinha havido um acidente e com mau aspecto, se é que existe algum acidente com bom aspecto, não sei se houve feridos ou até consequências mais graves, mas prosseguimos o nosso caminho tranquilamente.

Logo que nos apareceu a entrada para a Via do Infante fui para ela, não me fiz rogado, afinal podíamos percorrer quase todo o Algarve em auto estrada e gratuitamente, também tinha de aproveitar pois o governo quer começar a cobrar portagens.

Ali a velocidade foi a minha velocidade cruzeiro, andava nos 100km/h, a essa velocidade dentro de 90 minutos aproximadamente estaríamos em Tavira . Entre Loulé e Faro deu para ver um pouco do que será do novo estádio, quem começava a dar mostras de alguma impaciência era a MJ, ela estava ansiosa por chegar a Tavira, eu também estava, pois desde que saí de casa já tinha percorrido pouco mais de 1000 km. Quando avistamos Tavira foi como um certo alivio, tínhamos chegado, mas ainda faltava desfazer as nossas dúvidas, dentro de alguns minutos elas seriam desfeitas.

Segui o caminho do centro da cidade, mas junto à câmara tive uma surpresa, o caminho estava cortado devido as uns festejos, tinha de voltar para trás, mas talvez à espera de algum milagre perguntei a um policia que ali estava como ia para as 4 águas, o que ele me disse foi um caminho mais longo do que o que eu iria seguir. Como não houve nenhum milagre lá fui eu dar a volta, ainda queria filmar a decoração só que o transito não o permitia por isso nada se filmou.

Chegados ao cais desfizemos as nossas dúvidas, o parque estava aberto e também existiam barcos a funcionar, só que o último barco para a ilha partia do cais às 21 horas, isso não permitia que viéssemos jantar à cidade, mas sempre daria para jantar no restaurante 4 águas que fica perto do cais. O preço do bilhete como seria de esperar estava mais caro, mas como tinham passado 2 anos era natural que o aumento fosse um pouco elevado, assim cada bilhete de ida e volta ficava por 1 euro.

Apanhamos o barco para a ilha, devido ao ainda pouco movimento, só tinha dois barcos em funcionamento e fomos no mais pequeno. Apesar de não levarmos tudo o que precisávamos, já íamos suficientemente carregados, quando viéssemos jantar ao restaurante 4 águas levaríamos mais alguma coisa, dessa forma custava menos, não precisávamos de ir carregadissimos.

Na recepção do parque fomos atendidos por uma jovem e bonita rapariga, principalmente os seus olhos eram bonitos, fizemos a inscrição e pagamos logo a estadia, o dinheiro começava a desaparecer a passos largos. Escolhemos o local para montar a nossa casa para duas noites, espaço não faltava, mas teria de ser um bom local e a MJ escolheu esse local. A entrada ficava entre duas árvores, ficou bem. Após a tenda montada e tudo devidamente arrumado fui ao wc. No regresso a MJ contou-me que um dos nossos vizinhos que tinha aspecto de estrangeiro foi até á frente da nossa tenda espreitar, mas ao ver a MJ afastou-se, não gostava muito daquilo , por isso teríamos de tomar cuidado com os nossos valores e documentos.

Por volta das 19 horas apanhamos o barco de volta a 4 águas, era hora para ir jantar e apanhar mais algumas coisas do carro.

O jantar foi no restaurante 4 águas, é um restaurante onde se come bem e aceita cartões, por isso tínhamos todos os motivos para estar tranquilos e saborear a comida. Como o restaurante aquela hora tinha poucos clientes , quase monopolizávamos os empregados, fomos atendidos por 3 empregados, um homem que era o mais velho de todos, uma rapariga novinha e um rapaz igualmente novo.

Como hoje não ia precisar de conduzir, decidi que o meu jantar ia ser acompanhado por umas cervejinhas bem frescas, talvez desse goleada à MJ, pois excluindo o jantar em Vila Nova de Milfontes, nunca podia acompanhar a MJ a beber.

A MJ pediu para jantar arroz de marisco, eu fui para um bife com pimenta verde, bem regado pela sempre saborosa e fresca cerveja super bock. A comida estava boa, mas talvez a melhor aposta tenha sido a da MJ, não que o meu estivesse mau, bem pelo contrário, mas existe sempre um nr. 1 e neste caso era o prato eleito pela MJ. No dia seguinte caso ali voltássemos seria esse o prato por mim eleito.

O tempo passou rápido, enquanto esperei pela conta a MJ foi indo para apanhar algumas coisas no carro, eu fui lá ter após pagar a conta.

O barco partiu antes das 21 horas, quem ali chegasse às 21 horas já o barco estava na ilha e a opção para ir para a ilha era bem mais cara, teria de apanhar o aqua taxi e teria de desembolsar uns bons euros, a viagem fica por 6 euros mas tem um agravamento de 25 % a partir das 21 horas.

Apesar de nos sentirmos um pouco cansados ainda era cedo para dormir, por isso fomos até junto da praia e ficamos por ali a conversar um pouco, deitamo-nos nos cadeirões e passamos um bocado de tempo, quando começamos a sentir que estava a ficar uma aragem fresca optamos por nos resguardarmos naquela que era a nossa casa por estes dias.

Uma das coisas que me deixava surpreendido era o números de jovens, raparigas e rapazes, que estavam a acampar sem a companhia dos pais, para muitos deveria ser um prémio pelo final do ano lectivo, mas não deixei de ficar surpreendido, também é um sinal que o nosso país está a deixar de ser tão conservador quanto era ainda não vai muito tempo, bom ou mau ? o tempo o dirá, mas como já disse anteriormente tudo tem o seu lado positivo e o negativo, desde que o positivo tenha domínio sobre o negativo não tem nenhum problema.