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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Cap D'Agde - A Despedida


A despedida foi marcada pelos piores momentos vividos nesta nossa curta estadia, a despedida é sempre nostálgica, nunca são momentos agradáveis, começamos por nos despedir dos nossos vizinhos alemães, como iríamos sair bem cedo despedimo-nos antes do jantar, pois depois tínhamos previsto ir até ao frevo. O dia já foi estranho, não fomos á praia, andamos pelo centro a tirar umas fotos. Ao final do dia com os alemães, eles ofereceram-nos uma caneca a cada um do borussia dortmund, é o clube deles, mas eles conhecem bem o Porto, diziam ser um clube famoso, e é. A MJ na falta de outras coisas, ofereceu á mulher uma pequena bolsa que ainda não estava terminada feita em croché de cor beje, ela ficou sensibilizada e abraçou a MJ, foram momentos agradáveis os que se viveram, depois disso veio o jantar e uma indisposição da MJ, meteu-se na tenda e por ali ficamos, já não fomos á despedida do frevo. De manhã ouvi pela instalação sonora que havia um alerta vermelho para essa noite, adivinhava-se um temporal, eu nunca tinha vivido nenhum por lá, mas sabia que são coisa séria, por isso fiquei apreensivo. De tarde estávamos deitados perto da tenda e um funcionário andava a avisar toda a gente. Por volta das 2 da madrugada começou a fazer-se sentir o mau tempo, felizmente não tão intenso quanto os meus receios, eu temia pelo carro, mas não passou de um vento forte e de umas pingas de chuva sem consequências a não ser deixar o carro salpicado pelo pó, estava imundo, mas nada podíamos fazer .

De qualquer modo o temporal impediu que eu dormisse e isso deixou-me nervoso, tínhamos uma viagem um pouco longa para fazer logo pela manhã e eu sem dormir, deixava-me tenso, a MJ bem me tentava relaxar, mas eu não conseguia, até que chegou a hora de arrumar a tenda, já tudo o resto estava guardado no carro, deixamos só a tenda para arrumar, o que fizemos , depois disso e com um banho improvisado visto não haver água nos duches, abandonamos Cap D’Agde .


terça-feira, 30 de junho de 2009

Cap D'Agde - O Frevo


Este ano a designação oficial para toda a agitação quer nocturna, quer na praia era “FREVO” . Algumas diferenças se registavam em relação ao ano passado, nomeadamente na praia, aqueles círculos que se formavam no areal em torno de um casal , tinha passado para a água, este ano toda a acção se desenrolava na água. No primeiro dia ficamos na praia mais na zona onde imperava o ambiente gay, mas nos restantes estivemos mais inseridos no coração do frevo, ali o espaço para colocar a toalha era diminuto, as pessoas ficam umas em cima das outras, não existe quase espaço entre as toalhas, e eu que sou incapaz de estar assim numa praia, ali estava na boa.

No areal não era difícil ver casais em sessões de masturbação mutua, vi isso algumas vezes, assim como mulheres apalpando-se mutuamente e beijando-se, ali tudo pode acontecer. Mas a maior agitação diurna era mesmo dentro de água, desde trios formados ali mesmo, até a casais tudo acontecia, os mirones eram mais que muitos, muitos deles com a clara intenção de participar em algum trio, é incrível como as pessoas se colam tanto, elas aproximam-se de tal forma que quase estorvam, mas nada se passa de anormal, para eles. Está bem que todos nós temos a nossa dose de voyeur, mas o assistir relativamente afastado é uma coisa, o estar praticamente em cima é outra bem diferente, e por ali impera esta segunda variante. Quanto a nós ficamos mais pela primeira variante, íamos deitando o olho a uma ou outra situação, mas sempre no nosso canto.

O que mais me espanta é que o escalão etário do pessoal no frevo na praia, é de um escalão etário já avançado, ou talvez não, pode até ter muita gente bem mais nova que nós , mas o aspecto certamente indicia idade bem mais avançada.

Pela noite era o normal, a maior concentração era de facto no Melrose, ali concentra-se grande parte do pessoal para iniciar a noite, e aos poucos vão-se distribuindo por um ou outro clube. Na nossa primeira noite estivemos ali quase toda a noite, pois tínhamos um encontro marcado com um casal português, não os encontramos apesar de em determinado momento eu ter ficado convencido tê-los visto, mas dias mais tarde verifiquei que não eram eles.

Para nós quase todas as noites a acção era mesmo pelo Melrose, fomos lá quase todos os dias.

O glamour, o famoso galmour recebeu a nossa visita , finalmente, o aspecto interior até é agradável, mas não deu para ver tudo com olhos de ver, tem uma pista de dança e uma espécie de jaula, foi aí que tive a minha surpresa da noite, a MJ dançou dentro dessa jaula, foi um momento inesperado, ela já tinha ameaçado que dançava no Melrose, mas não se tinha atrevido, ali foi mesmo, sem eu nada dizer, ela levantou-se e dançou.

Nos outros dias de volta ao Melrose, seguimos o nosso Frevo, no entanto nada de significativo aconteceu, apenas a diversão. E quanto ao frevo ficamos por aqui.


sábado, 27 de junho de 2009

Cap D'Agde - Instalação no parque


Desta vez não foi difícil encontrar o nosso local, já conhecemos como funciona o parque e isso facilita imenso, chegados ao local começamos por definir o local onde montaríamos a tenda, não foi problemático, mais problemático foi o não colocar por cima do que eu achava ser uma planta, a MJ queria colocar a tenda por cima, eu defendia que não, até que chegamos a um compromisso, a tenda ficou mesmo encostada, no entanto não ficou por cima.

Com a casa montada começamos a instalarmo-nos e para isso colocamos as coisas que achamos ser necessárias dentro da tenda e algumas fora, caso do micro ondas e da geleira. A MJ viu umas paletes encostadas e foi buscar duas para colocarmos as coisas em cima. Faltava ligar a corrente, mas rapidamente verificamos que não era possível, afinal a ligação é diferente do que eu pensava, por isso depois de tudo devidamente instalado viemos ao centro dar uma primeira volta e comprar um adaptador e algo mais que fosse necessário.

Neste nosso primeiro dia, pouca coisa tínhamos para fazer, o principal era mesmo instalarmo-nos para no dia seguinte então sim, começar a desfrutar da praia. A tarde ia avançando e no final da mesma estreamos o grelhador que a MJ tinha comprado em Andorra, estive a grelhar umas costeletas que ela tinha levado, devido ao tempo fora do frigorifico era imperioso grelhar hoje e comer, caso contrário o destino seria o lixo, mas esse não poderia ser o fim, por isso foram grelhadas e que boas elas estavam. Para acompanhar bebemos o vinho tinto que levei, vinho que começou a fazer furor perante um casal de vizinhos, era um casal já de idade avançada oriundo da Alemanha, oferecemos um copo e eles gostaram, pelo menos era uma boa forma de estabelecer uma boa relação com a nossa vizinhança, coisa que não aconteceu no ano passado.


terça-feira, 2 de junho de 2009

Férias 2005 - Cap D'Agde , As Compras


Não falta onde gastar dinheiro , houvesse dinheiro e muito se poderia comprar.

Oferecer roupa á MJ é complicado, complicado pois ela tem tanta e tão bonita que se torna complicado. E neste capitulo realço um vestido que lhe dei, um vestido estampado em tons azuis, fica-lhe muito bem, digo eu .

Muita coisa gostava de lhe ter dado, mas não podia. Coisas lindas tem lá, quem sabe para o ano lhe dê outras coisas.

Nessas nossas incursões pelas montras a MJ encontrou uma conterrânea numa loja de joias, tinha joias de todo o tipo , mas quase tudo se baseava nas pedras. Mas para gastar dinheiro também existem Sex Shop, Supermercados, Restaurantes, Cafés, Talho, enfim tem tudo.

Por umas duas ou três vezes ainda fomos tomar o pequeno almoço ao mesmo local, eu ia num café expresso e um “Pain Rasain” que era um doce com frutos pelo meio, a MJ além do café ia no tradicional croissant.


segunda-feira, 1 de junho de 2009

Férias 2005 - Cap D'Agde , La Plage


Longa e de areia finíssima. Isto é o que me apraz dizer a seco. Mas muito mais se pode dizer da praia. É como disse uma praia longa , sendo vigiada pelos bombeiros e também pela policia, no entanto a intervenção da policia não se faz sentir. Tem também pessoal que com uns pequenos carrinhos percorre o areal , vendendo sandes, refrigerantes, gelados e café, a MJ como não podia deixar de ser teve de provar o café. Na nossa primeira ida á praia , o primeiro vendedor que nos surgiu era um homem que devia andar dos 45 para cima no que á idade diz respeito. De qualquer modo a MJ pouco depois quis tomar um café e coincidência ou não, o certo é que aquele segundo ela, tinha sido o melhor café que ela tinha tomado até então em Cap D’Agde, foi o mote para uma outra ocasião, eu disse-lhe como ela deveria dizer ao homem em francês e claro que ela não desperdiçou a oportunidade.

Sendo eu o tipo de pessoa que molha as unhas dos pés e se acha que a água está fria não entra, ali isso não se verificava, a água era bem quentinha, pena era eu não saber nadar, no entanto ainda me diverti muito com a MJ na água e com um dos colchões que eu levei, infelizmente não deu para encher bem, e mesmo assim foi com uma bomba que a MJ comprou, mas para o ano é outro ponto a melhorar sem dúvida.

Na praia ficou lá perdido um pequeno objecto em prata que ofereci é MJ para ela usar preso num dos mamilos dela, se tivesse dois oferecia para os dois, mas infelizmente não tinha. Curioso foi ver a reacção da MJ no momento da compra do objecto, foi numa loja onde tinha imensas coisas desse tipo e anéis, a mulher da loja para prender aquilo no mamilo da MJ começou por lhe mexer no mesmo de molde a ele endurecer, a MJ teve uma reacção um pouco estranha, não sei se estava a gostar ou se pelo contrário estava constrangida. Como perdeu aquele , ficou decidido voltar lá e comprar outro diferente obviamente, este era um pouco maior e igualmente bonito, fica mesmo bem aquilo preso no mamilo, mas desta vez foi a MJ quem se encarregou de endurecer o mamilo.

Voltando ás finas areias , aquilo era claramente dividido em 3 sectores, pelo menos pelo que me apercebi, tinha a zona normal, onde o espaço não faltava, tinha a zona de como a MJ diz “Ral e Rola” ou algo parecido, pelo menos foneticamente soa assim e tinha a zona gay. Nós sempre estivemos na zona normal, mas relativamente perto da zona quente. Inicialmente desconhecíamos o que se passava na zona do “ Ral e Rola”, só no nosso segundo dia é que vimos o que era. Sempre dava para ver que ali havia umas trocas de caricias com os parceiros que não os respectivos, logo indiciava haver por ali trocas, mas no final do dia quando já muito banhista se retirava da praia, formavam-se de repente ajuntamentos de pessoas e que de pé formavam círculos, a MJ foi a primeira a ver e quando me contou eu confesso que fiquei um pouco incrédulo, dizia ela que era um casal a fazer sexo e o pessoal á volta a masturbar-se, eu não digo que não acreditei nela, mas fiquei incrédulo, era quase do tipo ver para crer, e isso vi no dia seguinte, reti uma imagem que julgo guardar para sempre na minha memória, estávamos nós a abandonar a praia, quando por indicação da MJ decidimos passar essa zona quente e foi-nos permitido ver homens a acariciarem-se na praia, era a tal zona gay e logo de seguida vi a tal imagem, um velhote, mas já mesmo velho, daqueles que devem ter uma erecção de 15 em 15 dias a masturbar-se num ritmo lento, muito lento, mas certo. Rapidamente tentei verificar o que se passava em redor e vi outros homens a a fazerem o mesmo tudo porque um casal de idade também já um pouco avançada estava a fazer sexo oral. Achei aquilo inacreditável , e daqui vem o voyerismo que falei mais acima .