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domingo, 12 de abril de 2009

Madeira - A Pérola do Atlântico VII

Sexta Feira, 12 de Junho de 1998.

Eis que tinha chegado o último dia de estadia nesta bela ilha, iriamos estar por aqui até ao inicio da tarde e depois partíamos rumo a Lisboa no avião por volta das 15 horas.

O dia começou bem cedo, não que tivéssemos algum passeio a fazer, mas sim porque tínhamos de ir ao banco reclamar o cartão que tinha ficado preso na caixa multibanco, assim como eu também queria saber o que se passava com o meu cartão que estava a ser recusado para efectuar diversos pagamentos.

Quando chegamos à dependência do BES mais próxima, ela ainda estava fechada, a agência fica situada num belo edifício e na zona dos hotéis de luxo entre o Funchal e o Lido.

Quando a agência abriu as portas fomos dos primeiros clientes a entrar e como tal rapidamente fomos atendidos, quanto ao cartão do meu pai, ficou a garantia que ele seria enviado para casa e quanto à minha reclamação fiquei sem explicação já que eles não detectaram nenhuma anomalia, mas de qualquer forma lavrei o meu protesto, visto pagar um cartão e afinal de contas ele ser recusado para efectuar pagamentos.

Depois de resolvida a questão do banco, e como ainda era cedo, demos mais uma pequena volta pela zona do Lido, eram as nossas despedidas.

Fomos ao Pingo Doce comprar pão para o almoço e regressamos ao hotel, tínhamos de arrumar as coisas , almoçar e estar prontos para partir quando nos viessem buscar para nos levar ao aeroporto.

Era meio dia quando abandonamos o centro comercial do Lido e regressamos ao hotel.

Depois do ligeiro almoço e de termos os sacos prontos para a partida , descemos as coisas para junto da recepção do hotel e aguardamos que nos viessem buscar. Devido à inexperiência do meu pai nestes casos ele estava preocupado se eles falhassem, eu estava calmo porque nestas situações a agência se falha tem de se responsabilizar.

Mas nisto eles nunca falham, por isso quando passavam escassos minutos da hora marcada chegou uma carrinha para nos levar até ao aeroporto de Santa Catarina no Funchal.

Partimos do hotel e fomos directos ao centro da cidade do Funchal, pensei que íamos apanhar mais passageiros e de facto acertei, só que nunca pensei que fosse uma cara conhecida, era o velhote do restaurante de Porto Moniz, lá ele estava com um grupo, mas aqui estava sozinho. Fomos os únicos passageiros que o motorista levou até ao aeroporto.

Chegados ao aeroporto, aproveitamos para fazer logo o check in, como ainda era cedo e tinha pouca gente podíamos ter acesso a um bom lugar no avião.

Ai como detesto ter de esperar muito tempo, e o problema é que nada podia fazer para atenuar a espera para a partida do avião, faltavam cerca de duas longas horas. Andamos de um lado para o outro a derreter a paciência e a queimar os minutos, fomos para a sala de embarque e juntamo-nos aos muitos passageiros que também já ali aguardavam o avião.

Finalmente chamaram os passageiros para embarcar, começava a chegar a hora da partida, começava a ver uma semana de férias a pertencer ao passado.

O avião contrariamente ao que eu pensava não era um Boeing 737 mas sim um Airbus A319 que tinha sido baptizado com o nome de Calouste Gulbenkian .

Apesar das viagens que já fiz, desta vez aconteceu o que nunca me tinha acontecido, enganei-me no lugar, e só me apercebi quando uma mulher loira me chamou à atenção de que eu estava no lugar que lhe pertencia, pedi as minhas desculpas e fui para o meu lugar que era na fila imediatamente à frente.

Pelo meu relógio o avião partiu um minuto mais cedo do que a hora marcada, mas nestes casos um minuto não é significativo.

Quando o avião começou a deslizar na pequena pista , recomeçaram as preocupações e medos do meu pai, eu tentei tranquiliza-lo só que o medo era mais forte. Ele fica muito tenso e só melhora quando o avião já está no ar completamente estabilizado, mas enquanto isso não acontece ele fica realmente muito tenso.

Pouco depois o cenário era repetitivo, sobrevoávamos o oceano atlântico mas só víamos nuvens. Para passar um pouco o tempo aproveitamos para ler os jornais que distribuem gratuitamente no avião. Isso deu para entreter durante a hora e meia de voo aproximadamente que demora a viagem da ilha da Madeira a Lisboa. Quando informaram que estávamos a aproximar de Lisboa comecei a tentar prestar mais atenção ao que via, o meu pai também parecia estar mais descontraído e isso era bom já que dessa forma tirava mais partido da viagem.

O avião começou a perder altitude e reconheci imensos locais da capital lusitana até que ele aterrou na pista do aeroporto da Portela em Lisboa, foi uma viagem excelente como todas as que tive oportunidade de efectuar até hoje.

A nossa viagem não terminava ali, de seguida tínhamos de apanhar um avião que nos levaria até ao aeroporto do Porto, as nossas bagagens seguiam directas para o Porto, sempre nos poupava o trabalho de as despachar de novo. Como tal fomos para a sala de embarque

Enquanto fazíamos horas para o avião, sensivelmente 1 hora era o tempo de espera, fui dando uma volta pelas imensas lojas que existem junto ás salas de embarque, mas nada comprei, e quando nada mais tinha para ver sentei-me a aguardar calmamente a hora do nosso voo. Enquanto estava na sala , ia vendo os aviões que aterravam e alguns que partiam, não sei porquê mas isso fascina-me, estava eu entretido nessa simples mas fascinante observação, quando vi um avião que estava a aterrar que efectuou uma aterragem em dois tempos, ou seja, aterrou, subiu escassos metros do solo e voltou a aterrar, imagino o que sentiram os passageiros lá dentro, foi durante o meu tempo de espera a única coisa fora do normal. Espera essa que se prolongou por mais 25 minutos do que estava previsto, anunciava uma voz feminina e simpática aos passageiros e apresentava as desculpas, tudo bem, desde que não atrasasse muito mais.

Finalmente chamaram os passageiros para embarque, aqui fiquei a saber que o destino final do avião era Barcelona, ele no Porto só fazia escala.

Airbus A312 Francisco D’Olanda, assim era o avião e a sua graça.

Antes de partir o meu pai ainda telefonou para a Ana Maria a dar conta do atraso, só que ela já estava no aeroporto à nossa espera, depois de partir também é uma questão de meia hora.

Devido à viagem não ser longa o avião voa a relativa baixa altitude, dá perfeitamente para reconhecer muita coisa por onde se passa. Para acompanhar essa localização e para reforçar a visão as hospedeiras serviram um gelado para refrescar o ambiente. Pouca gente vinha no avião, não vinha meio, dava para espraiar à vontade nos bancos.

Quando estávamos a sobrevoar a zona de Aveiro o avião começou a perder altitude estávamos a poucos km do Porto.

É de uma beleza indescritível o cenário que se nos deparou ao chegar ao Porto, lamentavelmente não me foi possível registar nenhum momento em nenhuma fotografia.

Tomamos o contacto com a pista, a viagem estava terminada e tudo tinha corrido da melhor forma, notava uma alegria quase incontida no rosto do meu pai, e mais feliz, ele ficou quando viu principalmente o João Pedro à nossa espera na sala do aeroporto. Para além do João Pedro estava lá o Miguel e a Ana Maria. Fomos para casa.

Chegados a casa, tiramos as malas e metemos as mesmas em casa e fomos para casa da Fátima, tal como na ida, jantávamos lá, mas desta vez a sobremesa tinha um toque madeirense, levei o bolo de mel que tinha comprado na Calheta, resisti sem comer o bolo até chegar a casa.

Toda a gente gostou do bolo e mais não foi porque além de só ter trazido um, ele era pequeno, depois do jantar regressamos a casa para desfazer as malas e descansar, tinha acabado uma semana extraordinária, mas agora tínhamos de continuar, o trabalho esperava por nós, mas ficou mais ou menos apalavrado com o meu pai que no próximo ano iriamos aos Açores, até lá .

sábado, 11 de abril de 2009

Madeira - A Pérola do Atlântico VI

Quinta Feira, 11 de Junho de 1998.

Devido à fadiga acumulada dos dias anteriores, hoje ficamos na cama um pouco mais de tempo, quando decidimos sair da cama para fazer alguma coisa, tomamos um banho, o pequeno almoço e saímos rumo ao Funchal.

Antes de irmos para o Funchal, fomos à agência da Nova Rede, resolver o problema do cartão do meu pai. Apesar do bom atendimento que eles dispensaram não lhes era possível resolver o caso, visto que a caixa não pertencia à nova Rede mas sim ao BES, no entanto eles garantiram que o cartão seria remetido para nossa casa.

Desta vez mudamos um pouco o nosso caminho até ao centro da cidade, fomos pelo caminho mais próximo da marginal. Demos uma volta ligeira e regressamos ao hotel.

Na passagem pelo palácio do Governo Regional, foi possível entrar e dar uma vista de olhos pelo jardim, aquilo é que são mordomias, as que o residente Alberto João tem. Depois da visita então sim, fomos para o hotel, tínhamos de preparar alguma coisa para o almoço, e de tarde tínhamos o nosso último passeio pela ilha, isto começava a anunciar o fim da nossa estadia por aqui.

Fomos ao Pingo Doce comprar o nosso almoço e almoçamos no hotel.

Depois do almoço, ficamos no hotel a descansar um pouco e a fazer horas para o passeio.

Quando chegou à hora marcada, lá estávamos nós à espera da camioneta, quando ela chegou vimos que o motorista e o guia eram novos para nós embora não o fossem na idade, quem também já era avançada na idade, era a camioneta, era exactamente igual à camioneta em que fizemos a viagem a Porto Moniz. Como desta vez a viagem não era longa, a camioneta até aguentava bem aquilo.

Depois da rotina de apanhar o pessoal pelos hotéis, fomos em direcção ao centro da cidade do Funchal, ali paramos na “Patrício Gouveia” , local afamado dos não menos afamados bordados da Madeira, nestas ocasiões eles costumam oferecer uns vales de desconto para quem pretender efectuar compras na loja.

Como os vales não chegavam para todos eles distribuíram um por cada banco, assim sendo o meu pai teve direito a um e eu não, mas nem eu nem ele precisávamos uma vez que já tínhamos efectuado as compras que pretendíamos fazer da primeira vez que lá fomos.

Quando o pessoal achou que já tinha visto o que havia para ver, beber o vinho que havia para beber ( o das provas de vinho ) e feito as compras que havia a fazer, saímos para continuar o nosso passeio.

De todas as viagens que tínhamos efectuado, esta parecia ser a que tinha o guia mais competente, embora por vezes se tornasse um pouco chato, este falava muito sobre a história do Funchal, da Madeira e de muitas coisas mais.

A nossa viagem de hoje era curta e talvez por isso mesmo eu achava que uma viagem daquelas era uma exploração, demasiado cara.

O primeiro local onde fomos foi a um local carregado de acontecimentos históricos, o Terreiro da Luta, ali existe um monumento o qual ficou registado na minha máquina fotográfica, e depois de termos tido um breve esclarecimento da origem e do significado de tal monumento, fomos para um local que se chama Monte

O Monte fica muito perto do Terreiro da Luta, aquele local é pequeno, mas bonito e agradável , é naquele local que existem as tão faladas descidas nos carros de vime.

Se a viagem até ali eu considerava ser cara, então as descidas nos caros eram caríssimos, cerca de 3000$00 por pessoa a descida de algumas centenas de metros, ainda houve quem fosse mas quem não entrou naquilo fui eu e o meu pai, vimos e foi o suficiente.

Num pequeno morro existe uma pequena igreja com a frente virada para o Funchal, é um belo miradouro e a igreja também é bonita, claro que aproveitei a oportunidade de registar em fotografia a ocasião.

O passeio estava no fim, descemos os poucos kilometros que nos separavam da cidade do Funchal e fomos para o hotel. Para ser sincero eu gostei do passeio e gostei da narração do guia, só não gostei do preço da viagem, era uma exorbitância, mas enfim turista se quer ,paga.

No centro do Funchal pude ver uma situação que podia causar graves acidentes, estava uma das tampas de saneamento fora do local, a camioneta passou por cima daquilo e notou-se, só que a roda é grande e não ficou lá presa, mas um carro normal ficava e podia causar um grave acidente.

Chegados ao hotel fomos fazer as compras para o jantar , seria o último por estas terras, por isso compramos pouca coisa e tentamos acabar com o que ainda tínhamos no apartamento, vimos o futebol que dava na televisão e fomos dormir, agora já tudo tinha um carácter de despedida, tudo o que fazia era rotulado de “a última vez”.



sexta-feira, 10 de abril de 2009

Madeira - A Pérola do Atlântico V

Quarta Feira, 10 de Junho de 1998.

Dia de Portugal e das comunidades, feriado nacional e também dia de um dos mais famosos escritores portugueses, “ Luís Vaz de Camões”.

O dia para nós começou bem cedo, eram 7h15m da manhã quando nos levantamos, mais um, intenso, dia nos aguardava, pelo menos era essa a minha previsão.

Depois de termos tomado o pequeno almoço no “nosso” apartamento descemos para a rua, estava a chegar a hora do inicio de mais uma jornada de passeio.

Desta vez sim, a camioneta era boa, é certo que existe muito melhor, mas tendo em conta tudo aquilo que nos tinha saído na anterior, era caso para desta vez estarmos completamente satisfeitos. A guia desta vez era uma mulher, “Maria Luísa” assim se chama ela, era uma mulher toda mexida e aparentava andar na casa dos quarenta a roçar o meio século.

Fomos junto da zona do Lido apanhar os últimos passageiros para esta longa viagem pela ilha.

Os últimos a entrar foram dois casais novos, dos quais eu não gostei do aspecto deles, mas podia ser que me enganasse a respeito deles. Como eles foram os últimos a entrar ficaram bem nas nossas proximidades e rapidamente me apercebi, que o meu palpite estava certo, eles ou se julgavam muito engraçados e se assim era quanto a mim estavam enganados, ou então todas as palhaçadas que faziam teriam o objectivo de chamar a atenção dos restantes passageiros e nesse ponto tiveram sucesso absoluto, toda a gente já reparava neles. Eles tinham aspecto de serem do norte do país, pelo menos a pronuncia assim indicava.

Durante o caminho fui notando que passávamos por locais onde existem algumas casas que devem ser dos notáveis da ilha, notava-se que era de gente que vive bem. Passamos num local chamado Poiso, ali cruzam várias estradas, e é simultaneamente um local bonito.

Um dos locais que constava do roteiro e que tinha maior destaque em relação aos outros era o Pico do Areeiro, um dos pontos mais altos da ilha, começamos a caminhar em direcção a esse local. Com algumas paragens efectuadas pelo caminho para se poder tirar mais algumas fotos, fotos que com um pouco de criatividade poderiam ficar fabulosas, tudo porque devido à altitude em que nos encontrávamos as nuvens já estavam num plano inferior, lá chegamos ao tão falado Pico do Areeiro.

Talvez devido à altitude a vegetação é rara por ali e o vento é forte e frio, devido à imensidão de nuvens a única coisa que se poderia ver era os picos das montanhas mais próximas e nada mais, como tal não sei o que mais se pode avistar dali.

O que por ali existe é um restaurante e, claro está, um batalhão de vendedores ambulantes. O meu pai ficou entusiasmado com uma toalha de mesa bordada, e sendo o bordado da Madeira uma coisa com valor ele decidiu comprar uma dessas toalhas, pagou 16 mil escudos por ela, mas ficou desiludido quando no hotel verificou a origem da mesma, tinha sido produzida na Lixa, ou seja, nada tinha a ver com a Madeira.

Depois da visita ao Pico do Areeiro, voltamos a fazer o caminho em sentido contrário até ao Poiso, e durante o caminho foi possível por breves instantes verificar algumas abertas nas nuvens e ver um pouco da cidade do Funchal. Apesar de não se efectuar nenhuma paragem ainda assim tentei tirar alguma foto do que se via.

Chegados de novo ao Poiso seguimos em direcção a Ribeiro Frio, eu sabia que já lá tinha passado na minha primeira visita à ilha e recordava uma só coisa do local, os viveiros de trutas para alem do frio.

Começamos a descer a montanha até chegarmos ao local onde efectuamos nova paragem, era Ribeiro Frio, a paragem foi dividida em duas partes pela nossa guia, deu cerca de 15 a 20 minutos para explorar a zona e depois quem pretendesse fazer uma pequena caminhada teria de estar ali de forma a sermos incluídos num grupo que ela mesmo iria liderar, assim o fizemos e muitos outros, felizmente quem o não fez foram os dois casais que tinham caído definitivamente na minha antipatia.

Depois de mostrar os viveiros de trutas ao meu pai, nada mais tinha para ver a não ser contemplar a beleza da zona e aguardar que se formasse o grupo para a caminhada.

Quando a guia apareceu, rapidamente se formou um grupo com cerca de 20 pessoas e partimos em direcção ao desconhecido. Penetramos no pinhal e fomos seguindo um caminho que estava em bom estado, ali não tinha acesso para veículos, só mesmo pessoas e a pé, eu estava a gostar daquilo , mas creio que quem estava mesmo na lua era o meu pai, ele continuava todo sorridente e com um brilho nos olhos, era bom sinal, já não me lembrava de o ver como o andava a ver nesta semana. Acho que tinha sido uma aposta ganha esta nossa viagem.

Durante o caminho que estava a ser efectuado em passo ligeiro, passamos junto a uma casa que está “perdida” no pinhal, e não podia deixar de ser, no exterior tinha uma pequena mesa onde vendiam algumas coisas alusivas à ilha, mas naquele caso eu até aceitava e compreendia, era uma forma de subsistência daquela gente e o que vendiam era artesanal.

Eu continuava a andar sem saber onde terminava a caminhada nem o que ia tentar ver, mas esse dúvida em breve foi desfeita.

Chegamos a um local chamado Balcões, ali existe um pequeno miradouro perdido naquele pinhal, está engraçado aquilo, esse miradouro fica numa rocha e nós fomos ali tentar avistar a ilha de Porto Santo, só que o nevoeiro não deixava ver nada a não ser uma camada espessa e branca que só nos permitia ver uma meia dúzia de metros à frente dos olhos, depois disso era tudo branco, e a ilha estava para lá dessa irritante camada. Foi uma tentativa frustrada de ver a ilha, no entanto nem tudo se perdeu, eu gostei de fazer aquela caminha, adoro andar e mais quando é pelo meio de pinhais.

Voltamos a Ribeiro Frio onde já estavam quase todos os que não tinham feito esta caminhada até aos Balcões, quem lá estava e começou a resmungar de

uma forma indirecta para a guia foram os dois casais de anormais, só que a guia inteligentemente nem troco lhes deu, deixou que eles se enchessem e acabassem por se calar, foi o que aconteceu.

Com toda a gente na camioneta, voltamos à estrada, nesta altura eu estava um pouco perdido, já não sabia o que ainda tinha para ver, como tal para mim tudo ia ser novidade.

Nesta altura andávamos pelo interior da ilha, tudo muito verde, era belo, o cenários era idílico, eu adoro aquelas paisagens.

A fome começava a fazer-se sentir e eu não sabia onde nem a que horas era o almoço, e notava-se que muita gente começava a sentir o mesmo, claro que as duplas de anormais falavam bem alto, aquilo já começava a roçar a falta de educação, felizmente ninguém lhes dava troco.

Pouco depois a guia através da instalação sonora da camioneta avisou o pessoal que o almoço ia ser numa terra chamada Faial, no Restaurante “Casa de Chã do Faial”. Tal como em Porto Moniz circulou uma lista entre os passageiros para cada um escolher o que pretendia almoçar. O menu era constituído por dois pratos, um de carne assada e outro de peixe, com o inevitável, e tradicional, peixe espada preto.

Eu desta vez fui na carne e o meu pai no peixe espada.



Madeira - A Pérola do Atlântico V ( 2 )

Chegados ao restaurante, foi a confusão que tinha sido em Porto Moniz e creio que é a confusão que acontece sempre nestas ocasiões. O Restaurante estava dividido em 3 salas e em termos de decoração era soberbo, tanto as mesas como as cadeiras eram em vime, estupendo aquilo. Estava quase cheio e estava imenso barulho, algumas mesas tinham um papel com o nome da nossa agência, era naquela mesas que nós nos teríamos de sentar e tentar arranjar as melhores companhias, para mim já estava numa de que qualquer pessoa servia desde que não ficasse com os anormais, assim aconteceu, ficamos numa mesa uma com apenas uma mulher e mais um casal, o mesmo casal que tinha efectuado a viagem connosco a Câmara de Lobos, era um casal de Setúbal, fiquei a saber na conversa , pequena, que tive com o homem, quem falou um pouco mais com eles foi o meu pai.

Depois da pequena conversa que mantivemos, quem tomou as rédeas da conversa foi a mulher, e sinceramente antes ela não o tivesse feito, além de sabermos que ela era de Lisboa, o resto foi um desfilar de problemas de saúde que nunca mais terminavam, acabou por ser chato.

Aqui tive oportunidade de comer algo que tinha visto muito nos Açores mas que nunca tivera oportunidade de provar, apesar de me terem dito ser semelhante à batata, o Inhame. A carne assada era servida entre outras coisas a acompanhar com o tão falado inhame, provei e confesso não ter ficado grande apreciador.

O barulho que por ali se ouvia já me estava a deixar cansado de estar naquele local, de tal forma que mal me despachei com o almoço, vim para o exterior, o meu pai acompanhou-me.

Como não íamos a Santana, local onde existem as casas típicas da Madeira e que actualmente são um dos pontos mais atractivos da ilha, mas ali no restaurante existia uma para turista ver, aproveitei para tirar uma foto ao meu pai bem junto da mesma, felizmente eu tivera oportunidade de ir a Santana aquando a minha primeira visita.

Estava a chegar a hora de partir, eu continuava sem saber para onde, a única coisa que sabia é que ao fim do dia, eles nos deixavam no hotel, agora por onde ia andar até essa hora era uma incógnita.

Partimos, talvez por alguns terem bebido um pouco a mais, muita gente pouco depois de termos reiniciado a viagem adormeceu, quem também adormeceu foram os dois casais de anormais. Com esses eu tivera no restaurante uma soberba oportunidade de os atrofiar, mas acabei por ser sensato, ou seja, eles estavam numa mesa nas minhas costas e em determinada altura pediram-me para lhes tirar uma foto, explicaram como funcionava a máquina e eu fiz esse favor, aqui tivera uma soberana oportunidade de lhes estragar uma foto, mas acabei por não baixar ao nível deles, embora eles o merecessem.

Continuávamos a andar pelo interior da ilha e aquelas zonas para mim eram totalmente desconhecidas, não me recordava de lá ter passado, o cenário continuava todo ele muito verde, por vezes salpicado com uma ou outra cor das poucas, e dispersas, casas que por ali existem. A viagem agora era feita em estrada sempre a subir, mas nenhuma das subidas era tão íngreme como as da viagem do dia anterior.

Efectuamos a primeira paragem no cume da montanha que tínhamos acabado de subir, mais uma estalagem existia por ali e claro mais um batalhão de vendedores ambulantes, tal como nas outras ocasiões apenas deu uma vista de olhos pelo que lá existia, a nossa paragem também foi breve, uns 15 minutos aproximadamente, não mais do que isso. Quanto a mim foi uma paragem que não deveríamos ter efectuado, é que dessa forma quem ia a dormir acordou, claro que me interessava que o quarteto mais irritante continuasse a dormir. Como tínhamos subido estava na hora de descer, foi o que começamos a fazer.

Fomos em direcção ao Machico, local onde chegamos pouco tempo depois, é um local bonito, fica num longo vale. Passamos por lá mas não paramos, fomos em direcção à Ponta de S .Lourenço.

Este local é o oposto do resto da ilha, enquanto em toda a ilha predomina o verde da imensa vegetação, aqui o que predomina é a cor da terra, é tudo muito árido, não existindo vestígios da verde vegetação, é curioso que não muito longe do Machico a paisagem muda por completo.

A boa novidade que ali tive foi de que finalmente podíamos avistar a ilha de Porto Santo, não dava para ver nitidamente, mas sempre se via uma elevação que surgia das profundezas do mar, claro que não podia deixar passar em claro a oportunidade de obter uma foto, estava ciente que provavelmente não seria uma foto brilhante já que pouco ou nada se conseguiria ver na foto devido à distância que me separava da ilha.

Tirei mais algumas fotos ao local e ás grandes falésias que ali existem, o que também ali fica situado ao que me apercebi e a zona franca da ilha da Madeira, mas não fomos até lá, quando saímos dali foi em direcção ao Funchal.

Passamos de novo no Machico mas não efectuamos qualquer paragem, onde efectuamos uma breve paragem, só o tempo necessário para tirar mais uma foto, foi já do outro lado do Machico, dali devido à altitude em que nos encontrávamos tínhamos uma bela panorâmica do Machico,

esta era uma daquelas fotos que não se podem perder, como tal registei mais uma na minha máquina.

Depois sim, retomamos o caminho para a cidade do Funchal, pelo caminho passamos junto de um hotel que fica bem perto do Machico e do aeroporto que tem sido muito falado, é um hotel que vai ser demolido devido ao aumento da pista do aeroporto, só que por divergências aquilo está a emperrar um pouco o processo, eu pessoalmente considero uma pena destruir um imóvel daqueles mas o progresso assim o parece exigir.

Ao passar junto do aeroporto foi possível ver um avião a levantar voo, era um avião da Tap, julgo que vinha para o continente.

Na chegada ao Funchal cumpriu-se o ritual destas ocasiões, percorrer os hotéis onde as pessoas estavam alojadas No centro parecia que havia uma festa e cerca de metade do pessoal desta viagem ficou por lá, nós e mais alguns seguimos para os hotéis.

Chegados ao hotel, aproveitamos para ver um pouco do jogo de futebol que estava a dar na televisão, no fim do mesmo fomos ao Pingo Doce comprar o que seria o nosso jantar nessa noite e também levantar algum dinheiro, foi nessa curta e fácil operação de levantar dinheiro que o meu pai ficou com o cartão retido na máquina, foi numa máquina junto ao Pingo Doce, por cima tinha uma dependência da Nova Rede.

Como era feriado e também já era final de dia , os bancos estavam fechados, já tínhamos que fazer no dia seguinte.

De regresso ao hotel, preparamos o nosso jantar e depois disso estava na hora de descansar, o dia seguinte iria ser mais tranquilo, tínhamos um passeio agendado mas só para a parte de tarde, a manhã ia ser tranquila e também iria servir para descansar um pouco.