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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Férias 2006 - Cap D'Agde - A Preparação


Quarta Feira, 19 de Julho de 2006 , tinha chegado o dia tão desejado ao longo de vários meses. Mas só na madrugada é que as férias teriam realmente inicio, para já tinha mais um longo dia de trabalho e logo um dia todo passado na estrada.

Após o final do trabalho ainda passei pela piscina, era o meu último banho neste ano lectivo se assim se poderá designar. E como soube bem aquele banho, foi um banho que serviu basicamente para relaxar, depois de um dia cansativo, com muito km feito na estrada.

Chegado a casa comecei a fazer os derradeiros preparativos para dar inicio á longa viagem, longa mas desejada. As coisas á medida que iam sendo preparadas iam sendo metidas no carro, de modo a tentar acondicionar as coisas da melhor forma possível, no entanto rapidamente a mala do carro ficou cheia, estava quase tudo pronto quando me lembrei da geleira, por pouco ela ficava e logo uma coisa que pensávamos ser de grande utilidade para as nossas férias, mas felizmente ainda fui a tempo de reparar o lapso. O carro estava carregado, desta vez levávamos 48 cervejas, 6 garrafas e 4 garrafões de água, 5 litros de vinho maduro tinto de santa marta e por último uma garrafa de vinho do porto. Certamente não daria para todas as férias, principalmente a água, no entanto já daria uma boa ajuda.

Jantei cedo e pouco depois fui para a cama, a partida seria bem cedo, tinha planeado levantar-me ás 3 horas, para poder apanhar a MJ ás 4. Antes de me deitar despedi-me do meu pai, desejou-me uma boa viagem, umas boas férias e que fosse dando noticias, tudo isto com uma voz um pouco embargada, notava alguma emoção nas palavras, talvez por durante pouco mais de uma semana ele ficar completamente sozinho.

3 horas, o relógio acordou-me, com um rápido banho para despertar, apanhei as últimas coisas que me faltava meter no carro e parti rumo a casa da MJ.

Parei num posto de gasolina da BP em Ardegães, o carro estava sem gasolina, meti 20 euros, esperava ser a suficiente para chegar a Espanha, lá abasteceria de novo o carro e aí encheria o depósito, sempre é bem mais barata. No mesmo posto de gasolina aproveitei para efectuar o pagamento da Luz, depois disso segui caminho, certamente a MJ estaria pronta á minha espera.

Por volta das 4 lá estava eu á porta da MJ para carregar as derradeiras coisas, mas ainda eram algumas, por momentos fiquei sem saber como iria levar tudo, mas com cuidado lá se meteu tudo e então sim, tínhamos tudo pronto para devorar os km que tínhamos pela frente até Cap D’Agde.

Estávamos já no dia 20 de Julho, a entrada no parque estava marcada para o dia 21, uma noite iria ser passada no caminho, o local ainda não estava definido, no entanto queria tentar chegar a Saragoza ou na melhor das hipóteses a Lérida, dessa forma fugiríamos aos hotéis nas bermas das estradas que ficam muito caros, caso disso mesmo foi o que pagamos no ano passado, uma outra condicionante era o evitar ao máximo conduzir durante a noite, com o carro carregado a traseira fica baixa levantando consideravelmente os faróis .


domingo, 14 de junho de 2009

Férias 2005 - Behobie - A Partida


O dia da partida chegou, tomei um ligeiro banho de água fria, contra o meu costume, mas na circunstância não tinha opção, serviu para eu despertar, afinal a viagem ainda rondava os 800 km.

Eu sei que iria sentir saudades, pois as miúdas a Leila e o Hélder, são gente boa, a Camila especialmente, é uma miúda traquina, sentia-me bem por ali.

Á medida que os km iam passando as saudades deles começavam a aparecer de tal modo que até comecei a fazer planos para aparecermos lá num fim de semana, planos, até o tempo se aliava á saudade que ia surgindo, chovia.

O transito caótico parece ser por todo o lado, e nós apanhamos um bocado de transito. A nossa primeira paragem para tomar o pequeno almoço foi numa área de serviço da auto estrada, por ali tinha vários carros romenos, uma ainda me falou algo que não percebi, mas pretendia vender alguma coisa, a única coisa que queríamos comprar era algo alimentar para o nosso pequeno almoço.

Perto de Valladolid tivemos de efectuar a segunda paragem, desta vez era necessário abastecer o carro, e seguimos tranquilamente a nossa viagem até perto de Zamora, ali paramos para almoçar, o almoço estava bom, mas para o preço ! ….., cerca de 60 euros um simples almoço. Enfim abusam por ser um restaurante junto á estrada e nada mais haver por ali, mas com isto aprende-se e nas próximas viagens já sabemos como proceder.

Em Zamora efectuamos mais uma paragem, mas não seria a derradeira, fomos ao Lidl em Zamora, pouco tempo demoramos, o calor já era significativo. A derradeira paragem em terras espanholas foi já perto da fronteira, de novo para encher o depósito do carro, é que sempre se poupa algum dinheiro. Na bomba fui atendido por uma morena que era brasileira. Tínhamos gasolina para chegar a casa.

Com a minha chegada a casa, foi dada por encerrada a viagem das nossas férias de 2005.


terça-feira, 19 de maio de 2009

Férias 2005 - Cap D'Agde


O Roteiro

Maia -> Amarante -> Vila Real -> Bragança -> Zamora -> Valladolid -> Aranda do Duero -> Sória -> Zaragoza -> Lleida -> Andorra -> Perpignan -> Cap D’Agde -> Béziers -> Ax Les Thermes -> Andorra -> Lleida -> Huesca -> Pamplona -> Irun -> Behobie -> San Sebastian - Donostia -> Bilbao -> Burgos -> Valladolid -> Zamora -> Bragança -> Vila Real -> Amarante -> Felgueiras -> Vizela -> Maia


domingo, 26 de abril de 2009

Genéve - A Partida

Terça Feira, 18 de Abril de 2000

Eis que chegou o dia menos desejado, chegou mais depressa do que eu pretendia, por mim ele não tinha chegado era nunca, é o que acontece sempre que estamos de férias e nos sentimos bem.

Hoje por ser o dia da partida , foi talvez o dia em que nos levantamos mais cedo. As malas já estavam prontas, mas antes chegar cedo do que chegar tarde para apanhar o avião.

Descemos para pagar, tomar o pequeno almoço e também para apanhar o táxi, táxi que pedi para a recepcionista chamar. Estávamos sentados a terminar o pequeno almoço quando chegou o táxi, demos inicio à nossa viagem de regresso.

28 francos foi quanto ficou a viagem, mais 3 francos do que a viagem quando chegamos , e este também não viu a cor da gorjeta.

Ainda era bastante cedo para fazer o check in, ficamos perto do balcão previsto esperando pela hora.

Quando chegou a hora do check in, eu esperava ver no monitor o nr. do voo e o destino do mesmo, mas estava enganado, só aparecia no monitor os logótipos de algumas companhias aéreas, mas como no quadro geral tinha aquele balcão como sendo o da nossa viagem fomos para lá e fizemos o dito.

Durante o longo tempo de espera, fomos observando as pessoas que passavam, também ali se verificava uma enorme mistura de raças. E voos para partes do mundo que cá eu nunca tinha visto.

Começamos a dirigirmo-nos para a sala de embarque, mas pelo caminho fomos observando as lojas existentes no aeroporto.

Na zona da alfandega não tivemos nenhum problema, desta vez fomos atendidos por uma simpática policia, mais à frente foi preciso passar pelo controlo policial e aí surgiram os problemas do costume a quem passa com objectos metálicos. A MJ passou na minha frente e o alarme disparou, eles ocuparam-se de imediato dela, ela entrou para uma pequena cabine de forma a eles poderem verificar o que ela tinha, eu passei logo atrás dela e o alarme também disparou, só que eles estavam ocupados com a MJ e eu fiz de conta que não era nada comigo e segui em frente, encostei-me para não perturbar a passagem dos outros passageiros e esperei pela MJ, ambos estávamos tranquilos pois sabíamos que nada tínhamos de ilegal, e isso veio a confirmar-se, tinha sido o fio de ouro da perna que tinha accionado o alarme.

Chegados à sala de embarque e como ainda faltavam alguns minutos para o embarque a MJ tomou aquele que seria o último café por terras helvéticas, eu já me sentia nostálgico.

O avião era igual ao que nos tinha trazido de Portugal até aqui, mas não era o mesmo, e o banco onde nos sentamos também não era, mas quase, desta vez ficamos nos mesmos lugares mas uma fila à frente.

Talvez por estar muito próxima a Páscoa, o avião vinha cheio e a grande maioria parecia ser emigrantes.

A viagem foi boa, deu para ver em alguns pontos, algures em França , brancos, era a neve que ainda não tinha derretido na totalidade.

À medida que nos aproximávamos de casa o tempo ia piorando.

O tempo estava tão mau que só nos apercebemos que estávamos a chegar uns instantes antes de o avião tocar no solo, esta viagem embora com condições atmosféricas totalmente adversas foi fantástica, não aconteceu nada do que aconteceu na ida, de tal forma que se ouviram palmas no avião e os pilotos bem as mereciam.

Abandonado o avião vinha a parte mais complicada, o serviço de estrangeiros e fronteiras e as bagagens, mas era necessário manter a calma.

O primeiro contacto foi rápido, o homem perguntou por um papel, voltamos atrás para preencher o mesmo e depois disso também foi relativamente rápido, ele apenas perguntou onde eu morava para acrescentar no papel e depois disso “libertou-nos”.

Alguns momentos tivemos de aguardar pelas bagagens e depois disso dirigimo-nos para a saída à procura do meu pai, a chegada tinha sido atrasado em quase 1 hora.

Lá estava o meu pai naquele aglomerado de pessoas a ver quem saía, é que juntamente connosco tinha chegado um outro voo internacional.

Regressamos a casa mas por pouco tempo, o meu pai saiu logo para casa da Fátima, mas antes disso a MJ ofereceu um chocolate ao meu pai e despediu-se dele.

Nós também saímos logo de seguida, o tempo estava mau e ia devagar até Vizela por isso saímos logo, dava tudo para em vez de estar a chegar, ser a hora de partir.

Era hora de colocar um ponto final nesta semana, semana que é difícil encontrar adjectivos que a qualifiquem , pois dizer que foi fantástica é manifestamente pouco.