Este é um espaço para descrever as crónicas das viagens que vou fazendo no tempo e no espaço, sempre á procura de descobrir novas gentes, novos costumes, novos mundos,novas sensações , novas emoções. As velas estão içadas. Boas Navegações !
Eis que chegou o dia menos desejado, chegou mais depressa do que eu pretendia, por mim ele não tinha chegado era nunca, é o que acontece sempre que estamos de férias e nos sentimos bem.
Hoje por ser o dia da partida , foi talvez o dia em que nos levantamos mais cedo. As malas já estavam prontas, mas antes chegar cedo do que chegar tarde para apanhar o avião.
Descemos para pagar, tomar o pequeno almoço e também para apanhar o táxi, táxi que pedi para a recepcionista chamar. Estávamos sentados a terminar o pequeno almoço quando chegou o táxi, demos inicio à nossa viagem de regresso.
28 francos foi quanto ficou a viagem, mais 3 francos do que a viagem quando chegamos , e este também não viu a cor da gorjeta.
Ainda era bastante cedo para fazer o check in, ficamos perto do balcão previsto esperando pela hora.
Quando chegou a hora do check in, eu esperava ver no monitor o nr. do voo e o destino do mesmo, mas estava enganado, só aparecia no monitor os logótipos de algumas companhias aéreas, mas como no quadro geral tinha aquele balcão como sendo o da nossa viagem fomos para lá e fizemos o dito.
Durante o longo tempo de espera, fomos observando as pessoas que passavam, também ali se verificava uma enorme mistura de raças. E voos para partes do mundo que cá eu nunca tinha visto.
Começamos a dirigirmo-nos para a sala de embarque, mas pelo caminho fomos observando as lojas existentes no aeroporto.
Na zona da alfandega não tivemos nenhum problema, desta vez fomos atendidos por uma simpática policia, mais à frente foi preciso passar pelo controlo policial e aí surgiram os problemas do costume a quem passa com objectos metálicos. A MJ passou na minha frente e o alarme disparou, eles ocuparam-se de imediato dela, ela entrou para uma pequena cabine de forma a eles poderem verificar o que ela tinha, eu passei logo atrás dela e o alarme também disparou, só que eles estavam ocupados com a MJ e eu fiz de conta que não era nada comigo e segui em frente, encostei-me para não perturbar apassagem dos outros passageiros e esperei pela MJ, ambos estávamos tranquilos pois sabíamos que nadatínhamos de ilegal, e isso veio a confirmar-se, tinha sido o fio de ouro da perna que tinha accionado o alarme.
Chegados à sala de embarque e como ainda faltavam alguns minutos para o embarque a MJ tomou aquele que seria o último café por terras helvéticas, eu já me sentia nostálgico.
O avião era igual ao que nos tinha trazido de Portugal até aqui, mas não era o mesmo, e o banco onde nos sentamos também não era, mas quase, desta vez ficamos nos mesmos lugares mas uma fila à frente.
Talvez por estar muito próxima a Páscoa, o avião vinha cheio e a grande maioria parecia ser emigrantes.
A viagem foi boa, deu para ver em alguns pontos, algures em França , brancos, eraa neve que ainda não tinha derretido na totalidade.
À medida que nos aproximávamos de casa o tempo ia piorando.
O tempo estava tão mau que só nos apercebemos que estávamos a chegar uns instantes antes de o avião tocar no solo, esta viagem embora com condições atmosféricas totalmente adversas foi fantástica, não aconteceu nada do que aconteceu na ida, de tal forma que se ouviram palmasno avião e os pilotos bem as mereciam.
Abandonado o avião vinha a parte mais complicada, o serviço de estrangeiros e fronteiras e as bagagens, mas era necessário manter a calma.
O primeiro contacto foi rápido, o homem perguntou por um papel, voltamos atrás para preencher o mesmo e depois disso também foi relativamente rápido, ele apenas perguntou onde eu morava para acrescentar no papel e depois disso “libertou-nos”.
Alguns momentos tivemos de aguardar pelas bagagens e depois disso dirigimo-nos para a saída à procura do meu pai, a chegada tinha sido atrasado em quase 1 hora.
Lá estava o meu pai naquele aglomerado de pessoas a ver quem saía, é que juntamente connosco tinha chegado um outro voo internacional.
Regressamos a casa mas por pouco tempo, o meu pai saiu logo para casa da Fátima, mas antes disso a MJ ofereceu um chocolate ao meu pai e despediu-se dele.
Nós também saímos logo de seguida, o tempo estava mau e ia devagar até Vizela por isso saímos logo, dava tudo para em vez de estar a chegar, ser a hora de partir.
Era hora de colocar um ponto final nesta semana, semana que é difícil encontrar adjectivos que a qualifiquem , pois dizer que foi fantástica é manifestamente pouco.
Depois de um dia muito chato, este dia apresentava-se bem melhor, abandonarmos o hotel e fomos à estação ver os horários e os preços das viagens em TGV para Paris, a nossa ideia era ir para Paris e de lá seguir para casa de avião, wra um desejo meu, andar no TGV, mas tudo estava dependente da possibilidade de alterar o local de partida de Genéve para Paris. Depois de sabermos os horários e os custos da viagem de comboio faltava encontrar um escritório Tap para tentar alterar a viagem de avião, só que depois de muito andar nem sinal do escritório da Tap, então decidimos entrar numa agência e perguntar onde se situava o tão procurado escritório, e ficamos a saber que procurávamos algo que já não existia, depois que a Tap se juntou com a swissair passou a ser esta a representante da nossa companhia aérea. Como tal lá fomos nós ao escritório daswissair que fica junto da estação.
Quando entramos tinha pouca gente para ser atendida no entanto eles eram extremamente lentos a atender o pessoal de tal forma que um individuo que estava atrás de mim já se estava a passar da cabeça, e tive a triste noticia de que a nossa viagem não podia ser alterada uma vez que eram viagens especiais, como tal voltava tudo ao ponto de partida, e não haveria problema nenhum, ficaria para uma próxima oportunidade andar no TGV.
Estava na hora do almoço, por isso fomos ao nosso restaurante do costume, o Mc Donalds, o dinheiro estava curto e não dava para mais. Como de costume enquanto almoçamos fomos observando quem passava, estivemos um bom bocado naquilo e depois voltamos a fazer o que mais tínhamos feito nesta nossa estadia nesta bela, cara e louca cidade, ver montras, com mais algumas fotos tiradas estava passado praticamente o dia.
Como estávamos na véspera da partida, precisávamos de dinheiro para comprar umas pequenas coisas para trazer e também para hoje como nosso último dia nesta cidade jantar em condições.
Para levantar dinheiro foi um pouco problemático, viemos desde o beloe grande jardim onde tinha pessoal a jogarxadrez e damas no passeio à procura de uma caixa para levantar algum dinheiro, só que caixas existiam mas dar dinheiro é que não. Fomos à zona mais portuguesa que tínhamos visto por ali, eu tinha visto que ali existia um banco da caixa geral de depósitos e como a MJ tem conta naquele banco podia ser que lá fosse possível levantaralgum dinheiro, mas não, fomos continuando a tentar e conseguimos num banco perto da estação. Já tínhamos dinheiro para o jantar no entanto para reforçar a nossa carteira eu lembrei-me de cambiar uns dólares que tinha no bolso desde 1987 quando fiz a viajem a Viena na Áustria, fui um pouco a medo, pois não sabia se as notas ainda eram válidas, mas a rapariga que me atendeu fez o cambio e eu vim embora todo contente.
Fomos a um pequeno centro comercial que fica situado por baixo da praça da estação, é um centro comercial subterrâneo.
Procurei algo para comprar, algo para recordar a viagem, e encontrei, encontrei uma pequena bandeira da suíça,aliás bandeiras foram duas, uma para ela e outra para mim, para o pessoal de cá trouxe os inevitáveis chocolates, mas dos baratos, é que por lá é tudo caro.
De regresso ao hotel, era hora de começar a fazer o balanço de mais um dia e mais do que isso era hora de começar a arrumar as malas e fazer o balanço desta inesquecível semana. Um dia que começou muito xoxo, terminou ou tinha sido pelo menos até agora um dia em beleza como todos os anteriores.
Estivemos a arrumar as coisas, ou melhor dizendo a MJ esteve a arrumar as coisas dela, pois as minhas já estavam praticamente todas arrumadas desde a manhã, por isso estive a escrever alguma coisa para lhe dedicar no postal que tinha comprado e também lhe escrevi uma dedicatória na bandeira que lhe ofereci e pedi para ela escrever alguma coisa na outra que seria para mim, ela só aceitou se ela pagasse a bandeira e eu tive de aceitar, pois queria ter algo dela.
Depois de termos as coisas preparadas para a nossa viagem de regresso, começamos a prepararmo-nos para o jantar, hoje para despedida e como já tínhamos dinheiro no bolso, não fomos ao mc donalds, fomos ao restaurante português, o mesmo onde tínhamos estado no sábado. Sabe sempre bem comer comidinha portuguesa longe da nossa terra.
No fim do jantar fizemos a derradeira viagem para o hotel, fizemos esta curta caminhada muito calmamente como se isso condicionasse a marcha dos ponteiros dos relógios.
Tinha chegado ao fim o dia, e consequentemente esta semana de férias. Era hora de dormir.
As férias agora começavam a caminhar para o fim, embora ainda faltassem uns dias, já se começava a notar o fim das mesmas.
Depois de um dia como o da véspera, seriatalvez pedir demasiado ter um dia igual.
O dia de hoje seria para tentar ver o edifício da ONU, ficava um pouco afastado do hotel .
Abandonamos o hotel e seguimos por caminhos nunca antes explorados por nós.
Paramos num jardim, a MJ como andava feliz decidiu brincar um pouco comigo num baloiço e depois de mais algumas fotos prosseguimos a nossa caminhada. Andávamos por locais diferentes dos outros já por nós conhecidos, aqui era mais uma zona habitacional,não existia aquela febre dos estabelecimentos comercias. Passamos junto do que julgamos ser a central dos correios da cidade e também junto de algum local de rádio ou televisão pois tinha retransmissores.
Atravessamos a linha férrea por um túnel e depois já começaram a aparecer alguns estabelecimentos comercias, poucos e quase todos fechados.
Nova paragem fizemos, desta vez junto a um edifício que era rodeado por um pequeno lago, ali no fundo do mesmo tinha depositado muitas moedas e algum lixo à mistura, aquilo mais parecia ser um local onde as pessoas depositam uma moeda e formulam um desejo, aproveitamos para fazer os nossos desejos, e atiramos as moedas para um local onde estava mais limpo. O momento do lançamento das moedas e do pedido do desejo foi acompanhado por silêncio da nossa parte, eu pelo menos e creio que a MJ também quando formula desejos é convicta de que eles se venham a realizar. Mas isso só Deus sabe.
Foi um momento curto, depois de abandonar o local em jeito de brincadeira eu perguntava à MJ qual tinha sido o desejo dela, mas obviamente que ela não disse absolutamente nada, e lá prosseguimos nós a nossa caminhada por caminhos nunca dantes calcorreados por nós.
Passamos junto a um edifício das nações unidas, o palácio Wilson , mas não era aquele edifício que eu pretendia ver no entanto era um sinal que andaria próximo.
Andávamos junto à margem do lago, um enorme jardim existia ali , mais fotos para a nossa já longa colecção. Uma delas foi junto a um cavalo , a MJ como é apaixonada por cavalos tinha de ter uma tirada ali e muitas outras se seguiram, o jardim era enorme e belo, muitas flores davam um belo colorido, eu nunca tinha visto tantas tulipas como naquela cidade, tinha tulipas de imensas cores e tudo aquilo era belo demais.
Entre imensas e belas coisas que existe por lá, vimos um esquilo e tentei fotografar, estávamos a passar um belo dia, um dia relaxante e belo. O cenário era idílico.
Fomos percorrendo lentamente o grande e belo parque, fomos fotografando muitos canteiros de flores e entramos numa zona do parque que tem alguns animais.
No sector onde tinha algumas aves a MJ engraçou com um papagaio e falou do papagaio que ela tem em casa o Louro, tinha alguns turistas por ali que achavam piada embora nada entendessem do que a MJ falava com o Louro do parque. Prosseguimos a nossa batida geral pelo parque, entramos num pequeno edifício onde existem algumas aves de países tropicais, confesso que de inicio entrei um pouco a medo e fiz uma analise o mais rápida possível do que eu poderia encontrar por ali, tinha receio de encontrar alguma cobra, felizmente vi que só existiam mesmo pássaros, belos pássaros pois a MJ tinha vontade de me pregar um susto, mas desta vez não tinha hipótese.
A temperatura no interior deste pequeno edifício era elevada, era mesmo de clima tropical. Perto daliexistia um outro edifício mas de plantas e claro que o fomos visitar. Aqui tinha plantas de climas tropicais e várias delas eram originárias das terras dela. Passamos ali alguns minutos e nesses minutos passados ela conseguiu o que não tinha conseguido nos pássaros, assustar-me, tinha lá uma pequena borracha para segurar uma planta que me assustou, pensei ser uma cobra, ela tinha realizado o que pretendia.
Depois desta visita começamos a encaminharmo-nos para a saída, mas pelo caminho fomos vendo ainda outras belas coisas que existem no parque, é um parque grande e bonito, merece bem a pena o tempo que por lá se passa , além de ser gratuito.
Já no exterior do parque fomos tentar ver o edifício das nações unidas e tinha de facto ali um bem perto só que não era ainda aquele o principal edifício e a visita ficou adiada para uma outra visita a esta bela cidade, hoje já tínhamos andado bastante a eram horas de comer alguma coisa.
Começamos a percorrer calmamente uma longa avenida que nos traria de novo até junto da estação e ali iriamos ao nosso restaurante do costume já que o dinheiro não daria para mais.
Nessa avenida fomos observando que existiam muitos estabelecimentos portugueses, restaurantes , companhias de seguros e bancos, deveria ser a zona mais portuguesa de Genéve. E por ter restaurantes portugueses pensamos que provavelmente viríamos jantar a um deles um destes poucos dias que nos restavam, mas não seria agora ao almoço, isso já tinha local definido, o Mc Donalds bem perto da estação, fomos para o menu do costume.
Já com o estômago maisrecomposto entramos num pequeno centro comercial onde está inserido o mc donalds, demos uma pequena batida geral, entramos em sapatarias e vimos algumas coisas interessantes pena era o dinheiro estar demasiado curto, caso contrário teríamos comprado alguma coisa. Também decorria ali um pequeno concurso para a miudagem, quem acertasse na cor onde uma roleta parava tinha direito a ir almoçar gratuitamente ao mc donalds. Num pequeno e bonito café a MJ tomou o seu indispensável café.
Regressamos ao hotel e por lá nos mantivemos um bom bocado para descansar da longa mas bela e proveitosa caminhada.
Depois de mais um bom bocado passado no hotel a descansar saímos para jantar e decidimos ir a um dos restaurante portugueses por onde tínhamos passado esta tarde. A MJ, ao pescoço levava um lenço e tinha vestido um casaco de malha bege meu, ficava-lhe bem.
O restaurante onde fomos não era o que eu tinha visto na viagem de regresso do passeio da manhã, mas como também era português entramos.
Era um restaurante muito pequenino, mas notava-se claramente os traçoslusitanos, o ambiente era tipicamente português, inclusivamente estava ali um grupo de 4 ou 5 pessoas todas elas portuguesas. O empregado e provavelmente patrão era português, dava para falar na nossa língua, sempre facilitava a nossa tarefa, ou melhor dizendo a minha tarefa.
Estava quase na hora de dar o jogo Santa Clara dos Açores contra o Porto, aMJ ficou de frente para a televisão que estava sintonizada na RTP Internacional, é o canal de televisão que liga os emigrantes a Portugal.
Não podíamos ter escolhido melhor local para jantar no dia de hoje, a MJ pediu um prato de carne que estava simplesmente delicioso, eu provei um pouco e era de fazer água na boca, para mim veio uma dourada grelhada, para acompanhar o nossofantástico jantar veio a já saudosa super bock, como sabia bem beber super bock tão longe de casa. Sobre a super bock vi um tipo na “Rue du marchê “ aquando da nossa visita com uma super bock na mão e chamei a MJ à atenção para tal detalhe.
O Porto ganhou ao Santa Clara com golos de Capucho e Jardel, o jantar foi delicioso, a MJ tomou um café como ela gosta, era caso para dizer que mais não se podia pedir.
O empregado e hipotético patrão quando lhe perguntei como se apanhava o teleférico para a montanha disse que aquilo já era França e deu-nos uma indicação sobre um passeio que deveria ser fabuloso, teríamos de apanhar o comboio até Nyon e depois para St. Cergue. Já tínhamos programa para o dia seguinte, era lá que iriamos.
Tal como nos diasanteriores não deixamos gorjeta, pois o que para eles era pouco para nós era muito, daí nada termos deixado, era melhor assim.
Abandonamos o restaurante para regressar ao hotel e descansar, estava a terminar mais um belo dia, que bom que seria ser sempre assim, andar sempre em viagem.
Tinha chegado ao fim mais um dia fantástico desta curta, cara e bela estadia em terras helvéticas.
Este dia marcava o meio das nossas curtas mas fantásticas férias até ao momento.
Do nosso programa de visitas para hoje constava conhecer o famoso relógio das flores , por isso o nosso percurso já estava mais ou menos definido, mas antes de fazer isso fomos até ao Mc Donalds almoçar, infelizmente o dinheiro não permitia ir almoçar de faca e garfo.
O dia estava bonito, estava um dia de sol, por isso ficamos na esplanada a comer o nosso lauto almoço e também a assistir a todo aquele ambiente que caracteriza aquela cidade, é um ambiente um pouco estranho, e a MJ concordava comigo. Não sei se o ambiente estranho se deve ao facto de ser uma cidade multiracial e por isso ser uma enorme mistura de culturas , ou se é devido a outros factores por mim desconhecidos, mas isso para nós pouco ou nada interessava, o que nos interessava era passar estes dias na perfeição.
Depois de estar a descansar um pouco, decidimos partir à procura do famoso relógio. Fomos andando no nosso ritmo de passeio, devagar, a ver a grande maioria das montras que nos apareciam e também como dizíamos a trocar os olhos com as pequenas placas indicativas dos preços, apesar dos preços eu ansiava comprar um relógio mas que fosse acessível, claro que o acessível para mim rondaria entre os 15 e os 20 mil escudos.
Junto aos cais dos barcos do lago Leman , fiquei por momentos a ver os percursos , horários e preços dos passeios de barco, pensei em fazermos um, só que no momento não havia nenhum previsto para tão cedo por isso atravessamos a ponte para passar para o outro lado do lago e ir ver o relógio.
Do outro lado do lago a animação junto aos cais era muita, tinha um pequeno comboio de turismo, para mostrar aos turistas alguns pontos da cidade. Nós prosseguimos a nossa procura do relógio e entre algumas fotos junto a alguns locais bonitos para mais tarde recordarmos analisei que o relógio já estava para trás, embora perto,por isso fomos até onde achava que estava o relógio e eis ele todo florido. Eu gostei a MJ embora tivesse gostado, creio não ter gostado tanto quanto ela pensava que iria gostar, e isso deveu-se ao facto de fotografias que ela tinha visto em postais, só que as flores que decoravam o relógio, neste momento eram diferentes e talvez aí residisse a desilusão dela, se é que se pode falar em desilusão.
Tiramos naquele jardim algumas fotos e estivemos por ali alguns minutos, depois fomos andando sempre junto à marginal do lago e em direcção a um jardim que eu queria ver , é um jardim onde existem imensas rosas, claro que neste época do ano seria difícil encontrar rosas abertas, mas sempre poderíamos ver o jardim.
A MJ não estava com grande vontade de andar, a dor no pé ainda não tinha passado.
Paramos numa esplanada junto à marginal, bebemos alguma coisa para refrescar e matar a sede, o dia estava belo e o jardim que eu pretendia ver ficava quase em frente ao local onde nos encontrávamos.
O jardim era enorme, tinha imensas coisas para ver e muitas fotos para tirar, estava encontrado o local onde passaríamos a nossa tarde .
Encontramos uma família de portugueses deveriam andar como nós a fazer turismo. Tal como previa as rosas não estavam floridas, masimaginei que quando eles estão floridas deve dar uma bela mistura de cores, deve ficar muitobonito. O que também por ali e não só ali existe são zonas relvadas onde as pessoas descansam, uns a ler outros a namorar, outros a descansar, enfim cada um aproveita o tempo da melhor maneira. Nós estávamos a aproveitar o nosso, estávamos a explorar tudo o que podíamos e a fotografar muita coisa para ficarmos com recordações destas férias.
Começamos a tomar a direcção da saída, mas antes de abandonarmos o belo parque das “Eaux Vives” ficamos por alguns momentos a contemplar a bela paisagem que se desfruta dali, tem uma vista fabulosa do lago, de parte da cidade de Genebra e as montanhas cobertas de neve nos picos a resguardar a cidade, era um cenário idílico, e por ser um cenário idílico tiramos mais algumas fotos.
Por ali existem algumas aves, uma delas, tipo melro só que maior, pousounuma arvore bem próximo de nós , a MJ como queria uma foto daquela ave, foi para perto da arvore a ver se ela , ave, levantava voo de forma a eu poder registar na máquina, de facto ela conseguiu que a ave levantasse voo, só que na direcção errada, de qualquer forma eu bati a foto, só que não ficará como era pretendido.
Estava terminada a nossa visita ao parque, este dia até ao momento tinha sido quando a mim o melhor dia que tínhamos passado nestas férias, e ainda faltavam umas horas para terminar o dia , por isso o final do dia prometia.
Começamos a caminhar por uma rua interior em direcção ao centro. Num determinado local entramos para ver uma loja com artigos da India, mas nada compramos, apenas demos uma vista de olhos, ou seja fizemos o que era nosso costume, já que comprar nem pensar.
Chegamos a uma praça, ali iniciam duas ruas com imenso comércio, a “Rue du Rhône” talvez a mais famosa e a “Rue du Marché”, são ambas ruas como imenso comercio , só que na primeira estão concentradas as grandes marcas de vestuário e de relojoaria, na segunda rua as coisas tornam-se mais acessíveis embora para o nosso caso continuem a ser caras.
Optamos por uma delas e sem saber entramos na “Rue du Marché”, fomos vendo as montras dos estabelecimentos e ficando loucos com os preços, é tudo demasiado caro ou como eu dizia , nós é que ganhamos muito pouco.
Quando vimos um pouco da catedral da cidade decidimos dar um saltinho até lá para a ver, não podíamos regressar sem ver a catedral, abandonamos a rua e começamos a levar a direcção da catedral, antes porém fizemos uma pequena paragem num café para a MJ tomar o seu cafezinho. Ali bem junto tinha uma pequena tenda de venda ambulante, demos uma pequena volta a ver o que por lá tinha, a MJ engraçou com uns tapetes muito fofinhos, mas nada compramos o dinheiro era escasso. Subimos uma pequena rua e fomos dar a uma pequena praça, uma praça tipicamente suíça e com algumas esplanadas, nós continuamos o nosso caminho e logo à frenteentramos numa rua que estava toda engalanada com bandeiras da cidade e do país, era uma foto obrigatória, tenho visto imensas vezes na televisão aquele tipo de coisas, acho que as ruas ficam bonitas e registamos aquele momento. Chegados à catedral tiramos mais algumas fotos, mas fotos trabalhadas de tal forma que se elas ficaram bem darão a ideia que estávamos a segurar na cúpula da catedral. Não chegamos a entrar na catedral, sinceramente nem sei se ela estava aberta para ser visitada, fomos foi tirando fotos pelo caminho de regresso até chegarmos às principais ruas do centro. Voltamos a entrar na “Rue du Marché” , voltamos a entrar num centro comercial que já tínhamos visitado , e ali estivemos a ver vários tipos de óculos para eu ter uma ideia dos meus futuros óculos.
Um pouco mais à frente tinha uns tipos a tocar o que julgo ser batuque, o ritmo era meio brasileiro de tal forma que por escassos segundos a MJ quando o tipo estendeu o chapéu para depositarmos uma moeda começou a dançar, eu nunca tinha visto a MJ dançar, ali de uma forma espontânea dançou, foram escassos segundos é certo mas dançou.
Começava a aproximar-se a hora do jantar e decidimos que não valia a pena ir ao hotel e voltar a sair para ir jantar, por isso ficamos por ali a fazer horas, vimos mais algumas montras e por fim sentamo-nos nuns bancos sobre uma das pontes que existem sobre o lago, a MJ aproveitou para cortar as unhas.
Embora tenha placas a indicar a proibição de pescar , vimos uma pessoa a transgredir essas indicações e isso vem um pouco contra aquela ideia que nós temos dos suíços, de que são muito metódicas e muito respeitadoras, afinal nestes poucos dias vimos que nada disso se confirma, se tem coisas em que confirmam tem outras em que contrariam totalmente .
Hoje fomos ao Latitude, era o restaurante que procuramos na véspera, na “Place du Cirque” , é um restaurante brasileiro. Ainda era cedo para jantar no entanto entramos para tomar uma bebida e conversarmos.
O ambiente que se vivia lá dentro era tipicamente latino, mas ela não gostou, para ela aquilo mais parecia um local onde as pessoas se encontram para terem qualquer tipo de relacionamento, ela falou num nome e diz que no Brasil existem várias casas daquele tipo, mas já não me lembro. Sei é que ela não se sentia à vontade ali, e jantar ali ficou fora de cogitação, seela não se sentia bem para quê jantar ali ? não fazia sentido, por isso bebemos a nossa bebida para refrescar e abandonamos o local. Ela não gostou do local de tal forma que estava aflita por ia à casa de banho e nem isso ela fez ali.
Antes de chegarmos ao restaurante onde iriamos jantar a MJ passou por uma casa de banho à saída de um parque de estacionamento, aqui foi preciso meter moedinha para fazer o xixi que a estava a atrapalhar, enquanto ela se aliviava eu fiquei no átrio a ver os cartazes que ali tinha e também a verificar que a zona é bem controlada, para aquele pequeno átrio tinha duas câmaras de vídeo, eu espero ter ficado bem nas filmagens.
O local para jantar foi o mesmo da véspera, foi como eu disse no meu fraco e limitado francês à MJ, “La même table, la même chair” ou seja já que era no mesmo local e o mesmo prato, também fomos para a mesma mesa e as mesmas cadeiras, era a reedição do dia anterior.
Mudamos um pouco foi nos líquidos, hoje para festejar tão belo dia fomos para a cerveja. Tal como na véspera o bife estava uma delicia, de tal forma que hoje também já comi o bife com um pouco do molho que o cobria, não todo, mas um pequeno bocado, neste tipo de dias eu costumo dizer que são os melhores dias para se morrer, morre-se feliz, mas eu não pensava nisso, bem pelo contrário, queria viver muitos mais dias como este.
Depois de terminado o jantar e ter pago a respectiva conta a MJ pretendia ir à casa de banho, ficava no andar superior e só nessa altura é que vi uma placa a indicar que o restaurante ficava situado no piso superior, por isso é que na sala da entrada nós éramos os únicos que jantavam, todos os outros tomavam umas bebidas, aquilo funcionava mais como bar. E hoje numa mesa ao lado da nossa estava um grupo formado por 3 homens e uma mulher, bebiam muito, mas eu nem ligava pois quando abandonamos o restaurante eu pensei que eles ainda lá estavam todos e a MJ é que me disse que a mulher já tinha saído.
Junto à entrada do restaurante tinha um aquário com alguns, poucos, mas belos peixes e distribuído pela sala tinha uns tuboscom água e em todos eles tinha um peixe, foi a MJ que me chamou a atenção para esse detalhe, inicialmente ainda pensei que se tratavam de peixes artificiais, mas estava enganado, eram peixes reais. Nesta nossa ida aos restaurantes não dava para deixar gratificações, é que o que para eles deve ser insulto, para nós é dinheiro e sendo assim optei por não deixar nada, sempre era melhor nada do que eles acharem que os estava a tratar mal.
Encetamos o caminho de regresso ao hotel, estava a caminhar a passos largos para o fim o melhor dia até ao momento destas férias.
Sou um ser humano normal, que tem como objectivo na vida, aproveitar o máximo de cada momento, objectivo nem sempre alcançado.
Viajar é uma paixão, conhecer novas gentes, novos costumes e novas culturas são gostos que vou cultivando ao longo dos tempos e sempre que estejam
reunidas condições necessárias para a realização das mesmas.
As crónicas permitem dar a conhecer um pouco dos locais visitados, mas fundamentalmente descreve o meu momento, algumas vezes as emoções, as
sensações, os desejos.
Servem também para evitar que se vão perdendo com o tempo muitos dos detalhes que caracterizaram as viagens, viagens que podem ser curtas ou longas quer no tempo, quer no espaço. Sou apenas eu !